Ouça o Linha Campeira do dia 27/09/2009

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Buenas amigos,

    ouça o programa Linha Campeira número 100!

   Clique aqui e ouça o Linha Campeira do dia 27/09/2009

    Abr,
LF

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Show Leonel Gomez

Buenas amigos do Linha Campeira!

Deixo um relato de como foi esse final de semana regado a muita música campeira de primeira qualidade.

Cheguei sexta em Blumenau e fui direto no João onde os Goela Seca estavam ensaiando, tomando uma Eisenbahn e reunidos com os amigos. Por lá ficamos nos divertindo, tocando e fechamos o repertório das cinco músicas que escolhemos para abrir o show do Leonel Gomez no dia seguinte. Nisso o pessoal já começou a ligar da casa do Adrian dizendo que estavam comendo um churrasco de ovelha com o Leonel Gomez e os músicos que o acompanham.

Depois de uma janta maravilhosa largamos para o churrasco e já na chegada nos encontramos com o Leonel Gomez que tinha vindo buscar a gaita pra tocar um pouco. Melhor hora impossível. De chegada já conhecemos o Thiago Antunes, que veio fazer o violão pra eles, e fiquei de papo com o Juliano Gomes, que é conhecido há muitos anos, por ser de Livramento e amigo da família Furtado.

Em seguida roncou a botoneira e, logo em seguida, um momento especial, quando o Juliano pediu a música Final de Seca, que é do Jaime Caetano Braun e Leonel Gomez, mas ficou muito conhecida na voz do Luiz Marenco. Os amigos pediram para o Bragas cantar junto, então se fez um belo dueto entre Leonel Gomez e Luis de Bragas. Realmente foi especial.

Leonel Gomez e Thiago Antunes

Leonel Gomez e Thiago Antunes

Mais tarde ainda tivemos outra agradável surpresa, quando o Juliano Gomes pegou o violão e tocou umas músicas do CD Sensitivo. A sexta finalizou assim, dando as fichas de que o sábado seria ainda melhor.

Leonel Furtado, Thiago Antunes e Juliano Gomes

Leonel Furtado, Thiago Antunes e Juliano Gomes

Depois de um sono agradável e uma preguiça madrugueira, saltei no sábado já esperando as visitas do Pons e da Michele, que chegavam de Garopaba para a festa dos dois anos de Linha Campeira. De nada saiu um churrasco com lingüiça de ovelha e queijo, trazida de Livramento e a presença ilustre do meu primo e amigo, Kaco.

Assim se foi até às 15h30, quando voltamos para o ensaio dos Goela Seca, pois ainda tinha Eisenbhan. Fechamos as músicas, principalmente às aberturas e finais, depois largamos para o local do evento, pois queríamos chegar cedo.

Os Goela Seca já estavam no palco passando o som, quando uma bomba de água, acompanhada de granizo fez com que muita gente se assustasse e campeasse a volta das casas para fugir das pedras. Alguma inquietação até que virasse água de novo e logo já parou, como uma dessas chuvas de verão. A costela de chão contrastava com o gelo acumulado na beira do pé direito da casa, e ainda comentei com o Bragas: “É só pra deixar mais gaúcho!”.

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Granizo x Costelaço

Dali pra frente foi uma festa ao encontrar os amigos que vinham chegando. O pessoal da Furb, o pessoal de Rio Negrinho, o Tio Lelo, que veio de Lages e retribuiu a visita na Fazenda do Barreio, o parceiro Chico Paim e tanta gente que nem teria como nomear.

O churrasco esteve muito saboroso e dali fui um Upa e os Goela Seca estavam no palco para a abertura do show.

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Os Goela Seca

Os ensaios valeram à pena, pois as músicas saíram do nosso agrado, com o destaque da Milonga Abaixo de Mal Tempo, cantada pelos atuais locutores do Linha Campeia, Bragas e Junior, e aplaudida entusiasmadamente pelo público.

Os Goela Seca com Junior

Os Goela Seca com Junior

Era chegada à hora do show e a platéia, que esperava ansiosa, foi brindada de saída com o clássico La Campana, que foi tema do festival Um Canto Para Martin Fierro. Dali pra frente se passou mais de uma hora e meia de muitas músicas de qualidade, onde os presentes puderam acompanhar o repertório baseado no CD Pela Cordeona do Tempo, e mais alguns clássicos, como a própria Final Seca.

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Show Leonel Gomez

A cada música o público aplaudia entusiasmadamente, muitos arriscaram um bailezito marcado, enquanto outros preferiram apreciar o show, vendo e analisando cada detalhe da apresentação desses baitas músicos.

Logo depois que acabou o show, o pessoal queria tirar fotos e parabenizar os artistas, enquanto a confraternização entre os presentes também seguia firme, pois não demorou pra alguém puxar uma gaita e, mais uma vez, a festa seguiu comendo solta, com os amigos que estavam aproveitando a festa. Em seguida o Thiago Antunes pegou o violão do Bragas e, a pedidos, interpretou o clássico Km11, com acompanhamento dos Goela Seca.

Km 11 - Bragas e Junior, Leonel Furtado e Thiago Antunes

Km 11 - Bragas e Junior, Leonel Furtado e Thiago Antunes

Lá pelo meio da noite e, depois de uma entrevista para o Linha Campeira, os músicos foram embora, mas a festa seguiu com outra roda de pandeiro e violão, onde tinha até um sósia do Joca Martins, e o parceiro Chico Paim, que puxaram várias músicas entusiasmando o Bragas, que não parou de tocar, nem mesmo quando ficou sem a corda RÉ do violão.

Roda de Violão

Roda de Violão

Já era quase de manhã quando acabou essa baita festa e os mais resistentes também foram descansar, pois a festa foi grande e o descanso foi merecido. Parabéns aos organizadores, parabéns ao CPR Stammptich pela atitude, parabéns ao Linha Campeira pelos 2 anos e pelo programa número 100. Um marco nessa caminhada pela tradição.

Parabéns ao Leonel Gómez e aos músicos que o acompanham, pela qualidade e pela parceria. Parabéns ao povo de Blumenau pela festa e pela demonstração de apoio a essa cultura.

Um grande abraço!

Leonel Furtado

20 de Setembro 2009

   Buenas gauchada que acompanha o programa Linha Campeira, o 20 de setembro foi espetacular novamente. Por isso é tão esperado pelos gaúchos de sentimento.

  Chegamos em Livramento na sexta, perto do meio dia e liguei direto pra o Tio Juarez. Ele avisou que estava indo para o Galpão e, questionado por mim sobre com o que eu colaborava para o churrasco, falou apenas que eu levasse um trago, pois o resto tinha tudo lá. Passamos pela primeira vez no Mercado do Vaqueiro e compramos 10 Polares L para darmos início aos trabalhos.

  Chegamos no galpão antes de muita gente, pois vi que o povo aumentou a manhã de trabalho pra não ter que trabalhar a tarde. A cada carro que chegava era um reencontro com algumas pessoas muito queridas e os abraços e palavras carinhosas davam o clima de que a festa tinha começado da melhor forma.

   Na churrasqueira o Pirirai ia dando aula de assar carne e da cozinha a Dona Araci ajeitava um pucheiro com pirão, um arroz carreteiro, ou um feijão preto de rapar a panela. Tinha a turma do chimarrão, a turma da canha com laranja adocicada, a turma do vinho, do uísque, da cerveja e a da preparada com casca de bergamota. Também tinha os que provavam de tudo.

   Entre um remendo de uma corda e um trançar de tentos o Seu José Antônio ia recebendo o pessoal e atendendo os convidados, enquanto a criançada corria entre uma brincadeira e outra. O Tio Juarez sempre na lida, às vezes sumia e aparecia do nada com alguma novidade. Já a tia Rosa, também sempre funcionando, mas às vezes aparecia pedindo ajuda para algum disposto a fazer força e ajudar as cozinheiras. A sorte é que sempre sobrava essa mão de obra, pois todos trabalham, se ajudam “parelho” e com sorriso no rosto, na certeza de que os que correm por gosto não cansam.

   A sexta ainda reservava mais um momento especial de luxo, que foi o show do João Batista Ocaña no Piquete Movimento Nativo Upamaroty, onde somos como de casa, pois participamos do desfile com essa entidade. Lá fomos recebidos com grande alegria e já ao fechar às cortinas o Bragas foi chamado a fazer uma participação com o Batista, o que nos deixou ainda mais orgulhosos. Então, meta baile, pastel, Polar e sorriso no rosto. Que baita maneira de terminar essa sexta-feira.

Movimento Nativo Upamaroty - Bragas e Batista

  No sábado a manhã foi pra recuperar forças, saímos de casa tarde, quase 11h. Passamos na Casa das Alpargatas pra ajeitar umas compras e seguimos pra o Galpão quase às 12h. O pessoal também vinha apenas chegando e foi então que a cena se repetia. A cada carro que chegava era uma festa. Tinha carne no fogo, e música nos carros para distrair os que engraxavam as garras ou aparavam a crina de alguma égua.

Cebo nas Cordas - Bragas

    Já eram 12h30 quando resolvi fazer mais uma incursão ao Mercado do Vaqueiro para compramos mais 10 Polares L, e assim darmos reinício aos trabalhos. Nem bem destampamos a terceira e já chamaram para o almoço. Um carreteiro de charque e um feijão com pucheiro de porco que dava gosto. Pra acompanhar uma lingüiça parrilleira feita ali mesmo no galpão e um churrasco de novilha. Tive que tirar uma foto do Bragas, pois o prato dele ficou pequeno perto do tamanho do pucheiro. Imagine o tamanho do porco! Hahaha! Mas não foi por isso que ele se acanhou, acabou largando o prato e pealando o dito com as mãos.

 A boia

   Em seguida eu vi que tínhamos duas lidas agendadas para o mesmo horário. Uma era para tocarmos umas marcas, e outra era para encilhar a cavalhada e deixar tudo pronto para o desfile do dia seguinte. O Tio Juarez, muito atento, já lembrou: “Encilhem antes, porque depois vocês se atracam a tocar e não param mais”. Dito e feito: saltamos em direção às éguas.

     Enquanto a rasqueadera pegava de um lado a tosa pegava de outro, um encilhava e ajeitava os pelegos enquanto outro emalava um poncho e assim foram mais de duas horas, mescladas com trago pra uns, chimarrão pra outros e sobremesa pra outros. Encilha aqui, dá uma volta pra o outro, o que não anda cuida das crianças e assim se foi.

Encilha

     Já era de tardinha quando o gaiteiro desencapou a gaita. Foi logo depois que saiu o primeiro acorde do violão, com o pandeiro na percussão. Assim começou o enleio que só terminaria depois da janta, na beira da lareira, com a Polca de Relação. E te falo em versos que saíram. Até o Pirirai atropelou de trovador. Eram duas da manhã quando o pessoal resolveu se preservar pra o desfile da manhã seguinte. Mas os mais novos foram todos pra os bailes.

 A Música

     No dia 20 acordamos cedo e saímos pra o galpão às 7h30, conforme combinado. Encilhamos cedo e, depois de um café com bolacha campeira e lingüiça parrillera, largamos ao tranquito no rumo da cidade, enquanto ouvíamos no rádio o início do desfile. No caminho, muitas risadas, diversões, piadas, causo, recuerdos, uma passado no Mercado do Vaqueiro para encomendarmos mais 20 Polares L e até uma figueira plantada por um amigo, que há de dar muitos frutos para os próximos anos.

 

A macha pra o Desfile

A macha pra o Desfile

     O Movimento Nativo Upamoroty foi o vigésimo quarto a desfilar e a espera já ia se tornando cansativa quando ouvimos o Sapucaí do ponteiro, anunciando a entrada na avenida.

      Nesse momento a adrenalina sobe, o sorriso estampa o rosto e quando começa a subida da Rua Adradas na direção do Uruguay, o culto a tradição e a reverência dos espectadores à figura do campeiro se torna tão evidente, que é impossível conter a alegria que se reflete em orgulho pela representação da tradição.

     Em seguida encontramos os parentes que se juntavam ao povo batendo palmas, tirando fotos e filmando o desfile. Depois passamos pelos pontos mais característicos da principal rua da cidade enquanto a colorada escarceadeira troteava e relinchava largo, mais emocionada do que eu.

  Subimos toda a extensão da Andradas, acenando para amigos e para o público em geral, enquanto eu mostrava para o Bragas o Clube Caixeral, o Clube Comercial, e algumas casas de referência para o comércio local. Quando chegamos perto do antigo calçadão alertei: “Aqui a rua é estreita e o público está mais perto. Repara na quantidade de gente. Na outra quadra já é a linha e vamos entrar no Uruguay!”.

    Nessa altura é o ponto culminante do desfile e dava gosto de ver o a alegria de todos. Tanto dos que desfilam, quando do que prestigiam, aplaudem e tapam de grito. Ao sair do antigo calçadão vem o Parque Internacional, onde estão os palanques dos prefeitos de Livramento e Rivera, bem como a filmagem feita pelo Canal 10 do Uruguay.

    Ali se saca o sombreiro em cumprimento aos organizadores do evento. Se atravessa do Brasil pra o Uruguay e assim, troteia Rivera a dentro, pela conhecida Av. Sarandi, onde estão localizados todos os Free Shops, Bares, Hotéis e Parrilladas que movimentam a Fronteira do lado de lá.

Sarandi

    Não menos alegres, descemos toda a extensão da Sarandi, abanando ao publico Uruguaio que gosta muito da tradição e tem grande representatividade. Até o final da primeira praça seguimos ao trote enquanto ainda ouvíamos o locutor uruguaio saudando o Movimento Nativo Upamaroty.

Fronteira 

   Saímos do desfile com aquela sensação de euforia e a adrenalina ia baixando enquanto comentávamos de tudo o que tínhamos visto durante o trajeto. Entre os comentários de dever cumprido, de que baita desfile fizeram as éguas colorada e rosilha, contornamos a Praça Internacional e voltamos ate a concentração para encontramos os parceiros e descemos novamente em direção ao Galpão.

 Bragas em Frente a Zebra Free Shop

   A volta do desfile sempre é um momento sensacional. Ao trote, de boteco em boteco, o pessoal vai contado causos, falando de impressões, de histórias, de recuerdos e o tempo passa tão rápido, que os 7 km de troteada são feitos em duas horas, mas são comparadas a poucos minutos e, sendo assim, quando vimos já estávamos chegando no Mercado do Vaqueiro para compramos a última gelada da volta e nos certificarmos que as 20 Polares L tinham sido levadas pra o Galpão.

    Quando chegamos o pessoal nos esperava na porteira para tirar as últimas fotos e recepcionar os cavaleiros que representaram o Galpão no Desfile Farroupilha. É outro momento de alegria, onde tiramos às fotos oficiais e finalizamos essa jornada.

    Vem então a hora de desencilhar e confraternizar com os amigos que chegam pra comer uma carne, tomar uma cerveja e conversar um pouco. Para isso foram encomendados os 20L no Mercado do Vaqueiro. Foi excelente encontrar os guris de Livramento Dudu, Dedé e Flia. Estar com os primos e manos. Sempre essa confraternização é a coisa mais importante.

    Logo depois do assado e do descanso veio o fandango.

 

A gauchada seguia entretida. Muita música, muita festa e o baile comeram soltos até umas 22h30, quando saiu um pastel feito na banha de porco e com massa caseira, que ajeitou às lombrigas da peonada. Assim decidiram que era a hora de encerrar a Semana Farroupilha em grande estilo. A chaira era grande e o descanso foi merecido.

    A volta pra casa foi depois de mais umas compras em Rivera e das visitas prometidas. A chaira seguia grande, mas a sensação de orgulho pelo dever cumprido não tem preço.

Um abraço!

Leonel Furtado

Ouça o Linha Campeira do dia 20/09/2009

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Buenas Gauchada,

     no link abaixo está a disposição o programa do dia 20 de setempo, dia do gaúcho e programa Linha Campeira número 100.

Clique aqui e ouça o Linha Campeira 20 de setembro de 2009

Parabéns a todos os gaúchos de sentimento, independentemente do local de nascimento.

Leonel Furtado

Uma demonstração criolla

Buenas Gauchada,

    a Semana Farroupilha segue sendo comemorada no sul do país e as demonstrações de apego à lida campeira são as mais diversas.

     Segue uma matéria do Jornal A Plateia, de Santana do Livramento.

Abr,
Leonel Furtado

O Grupo e Escola de Tradição Reclamo Patrio se tornou a sensação da Semana Farroupilha/Semana do Patrimônio. Os integrantes da entidade montaram uma sede de estância e uma pulperia clássica, dos tempos de antanho no parque Internacional. O ápice das tarefas campeiras foi ontem pela manhã: uma demonstração completa de esquila, esfola, carneada e separação da carne ovina em cortes, sem falar no churrasco e outras comidas campeiras, elaboradas em uma autêntica cozinha na casa de pau-a-pique barreada. Várias pessoas assistiram à demonstração de lide campeira, um destaque ímpar na semana.

 

 

Fonte: A Platéia

Nasceu Maria Eduarda

Buenas gauchada,

   nasceu a Maria Eduarda, que é filha do baixista dos Goela Seca, Pablo e da Nanda.

Seguem as homenagens:

“Setembro da primavera
que inunda a terra de cores
e em meio a tantas flores
Maria Eduarda brilha
e complementa a família
Fernanda e Pablo Pereira
votos do Linha Campeira
Parabéns, por essa filha.”
 
Pablo e Nanda,
Desejo muita saúde prá todos. Vocês são pessoas muito especiais e merecem muitas alegrias e para isso contem com a torcida e o apoio dos amigos.
 
Tio Bragas

 

“Setembro da primavera:
De ‘primo vere’ em latim;
faz-se do inverno o fim,
já prenunciando o verão.
Arrebol da tradição
no pampa sul-brasileiro…
Traz a bonança no cheiro
das flores de sua estação.
 
Setembro da primavera:
Esperanças renovadas.
Das colheitas esperadas,
dos poetas, trovadores…
De versos, novos amores,
luzes e som harmonioso.
Setembro, mês primoroso,
da dança em ciclo das cores…
 
Porém pra desabrochar,
o Setembro estava à espera…
 
                  (…)
 
Até mesmo a primavera
Mantinha uma tez mais parda…
 
                  (…)
 
Com os ares de quem guarda
seu  “melhor” pra um só momento,
floresceu com o nascimento
da Maria Eduarda!”
Um abraço bem apertado pra vocês. Muita saúde e felicidade!
Primo Junior.

Ouça o Linha Campeira do dia 13/09/2009

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Buenas Amigos,

    Abaixo o Link com o programa deste domingo.

    Clique aqui e ouça o Linha Campeira 13 de setembro de 2009    

Abr,
Leonel Furtado

A Identidade do Gaúcho da Pampa

O poema Martin Fierro (maior clássico da literatura gauchesca), do argentino José Hernandez, de 1872, é uma celebração da bravura do gaúcho, do homem livre da pampa em suas lutas pela sobrevivência. Tornou-se ícone máximo do povo da “pampa gaúcha” que compreende a Argentina, Uruguai e Brasil, unidos nessa epopéia, através do Rio Grande do Sul, e particularmente Santana do Livramento. Na vastidão da campanha, onde o olhar se esparrama pelo horizonte, lá esta o pampa, um imenso mar verde que tem suas beiradas no Rio da Prata e seu fim, se é que o tem, na Patagônia, bem mais ao sul.
Um representante da tradição literária ibérica, aquela que registra as façanhas de um bravo cavaleiro, Martin Fierro, porta voz da sua própria historia, foi a revivência do El Cid campeador, o caudilho ibérico de mil anos atrás que, também desterrado, saiu a pelejar contra meio mundo na Espanha da época.Uma espécie de manifesto de desagravo em contraponto aqueles que lutavam contra a existência da cultura do gaúcho. Em 1870, Jose Hernandez participou de um levante armado, o poema redigido em língua nativa e rústica contribui para formação cultural do homem e da mulher da pampa. Uma força telúrica, uma das mais autenticas expressões da liberdade do homem da Latino América. Gauchismo “um estado de espírito supranacional”.

Sant´Ana do Livramento – RS – Brasil
Berço do Martin Fierro
Durante um tempo entre final de 1870 e 1872 o poeta argentino Jose Hernandez esteve exilado na Fronteira da Paz e ali numa pequena pensão, na atualidade na esquina da rua Rivadávia Côrrea com a rua Uruguai, no sul do Brasil. Hernandez não desanimou na sua luta em defesa da pampa gaúcha e à luz da lamparina deu-se a esboçar a primeira parte da sua epopéia xucra, aos fins das tardes na atual Praça General Osório, onde inclusive tem um busto em sua memória, tomando mate e escrevendo aquele que viria ser a principal obra literária que retrata a vida e a personalidade do gaúcho da pampa. A primeira parte do livro foi editada em 1872.

Fonte:
Centro de Cultura Um Canto Para Martin Fierro

Parque Internacional - Fronteira da Paz

Parque Internacional - Fronteira da Paz

Estabelecimento Veraneio, de Wolnei Flores Furtado. Ao fundo o Cerro de Palomas

Estabelecimento Veraneio, de Wolnei Flores Furtado. Ao fundo o Cerro de Palomas

Agenda Os Calavera

Que tal Linha Campeira,

Tocamos em Setembro:

Dias 11, 12 e 13 no festival de Alegrete, I Canto Farrapo;
Dia 15 em Santa Cruz;
Dia 16 e 17 em Alegrete;
Dia 18 meio-dia no Jornal do Almoço pra todo estado, em Alegrete;
Dia 18, às 19h no festival do Tukano e do Alemão em Uruguaiana, CTG Sinuelo do Pago;
Dia 18, às 23h, um baile em Uruguaiana;
Dia 19 CTG Sinuelo do Pago em Uruguaiana;

Dia 04/10 feira do Livro em Alegrete após uma palestra do Gabriel Pensador;

Tamo de agenda boa!!!

Um abraço,
Túlio Urach

CD de OS CALAVERA

CD de OS CALAVERA

Audiências crioulas no Interior

Usando pilcha, linguagem e cenários gaúchos, magistrados, promotores de Justiça, advogados, servidores, estagiários, voluntários, partes e testemunhas das comarcas de Encruzilhada do Sul e Carazinho irão celebrar a Semana Farroupilha com a realização de audiências crioulas. As manifestações do Ministério Público e a sentença devem ser redigidas em versos.

Fonte: CORREIO DO POVO
PORTO ALEGRE, QUINTA-FEIRA, 10 DE SETEMBRO DE 2009

Gaucho da Fronteira – Prece ao Negrinho

A SAGA FARROUPILHA

Saga Farrapa marcou o Rio Grande
As comemorações da Revolução Farroupilha – o mais longo e um dos mais significativos movimentos de revoltas civis brasileiros, envolvendo em suas lutas os mais diversos segmentos sociais – relembra a Guerra dos Farrapos contra o Império, de 1835 a 1845. O Marco Inicial ocorreu no amanhecer de 20 de setembro de 1835. Naquele dia, liderando homens armados, Gomes Jardim e Onofre Pires entraram em Porto Alegre pela Ponte da Azenha.

A data e o fato ficaram registrados na história dos sul-ro-grandenses como o início da Revolução Farroupilha. Nesse movimento revolucionário, que teve duração de cerca de dez anos e mostrava como pano de fundo os ideais liberais, federalistas e republicanos, foi proclamada a República Rio-Grandense, instalando-se na cidade de Piratini a sua capital.

Acontecendo-se a Revolução Farroupilha, desde o século XVII o Rio Grande do Sul já sediava as disputas entre portugueses e espanhóis. Para as lideranças locais, o término dessas disputas mereciam, do governo central, o incentivo ao crescimento econômico do Sul, como ressarcimemto às gerações de famílias que lutaram e defenderam o país. Além de isso não ocorrer, o governo central passou a cobrar pesadas taxas sobre os produtos do RS. Charque, couros e erva-mate, por exemplo,passaram a ter cobrança de altos impostos. O charque gaúcho passou a ter elevadas, enquanto o governo dava incentivos para a importação do Uruguai e Argentina.

Já o sal, insumo básico para a preparação do charque, passou a ter taxa de importação considerada abusiva, agravando o quadro. Esses fatores, somados, geram a revolta da elite sul-riograndense, culminando em 20 de setembro de 1835, com Porto Alegre sendo invadida pelos rebeldes enquanto o presidente da província, Fernando Braga, fugia do Rio Grande.

As comemorações do Movimento Farroupilha, que até 1994 restringiam-se ao ponto facultativo nas repartições públicas estaduais e ao feriado municipal em algumas cidades do Interior, ganharam mais um incentivo a partir do ano 1995. Definida pela Constituição Estadual com a data magna do Estado, o dia 20 de setembro passou a ser feriado. O decreto estadual 36.180/95, amparado na lei federal 9.093/95, de autoria do deputado federal Jarbas Lima (PPB/RS), especifica que “a data magna fixada em lei pelos estados federados é feriado civil”.

Fonte: www.semanafarroupilha.com.br

Atitude e Iniciativa

Patrão é o criador do ‘Escovódromo’
 
 
As crianças que visitam o Piquete Marca Gaúcha saem do Acampamento Farroupilha sabendo tudo sobre higiene bucal. Estranho? Não para o patrão do piquete, Ademir Machado Morais, criador do projeto ‘Escovódromo’. O espaço, criado em 2006 junto com o piquete, conta com o apoio de entidades odontológicas e de profissionais da área.
Após ouvir instruções de dentistas e técnicos, o visitante recebe escova para colocar em prática no escovódromo os ensinamentos. No ano passado, foram 1,5 mil atendimentos, número que deve crescer este ano. ‘A expectativa é receber 7 mil crianças’, prognostica Morais.
O projeto não se restringe à Semana farroupilha. O ‘Escovódromo’ tem sede própria e realiza ações educativas em diversas escolas porto-alegrenses. As visitas ao Piquete Marca Gaúcha podem ser marcadas pelo telefone (51) 9191-6713.
   

Fonte:

CORREIO DO POVO
PORTO ALEGRE, QUARTA-FEIRA, 9 DE SETEMBRO DE 2009

4ª Manoca – RESULTADO

Dia 6 de Setembro. Santa Cruz do Sul/RS

1ª Sonhar risonho – Chamamé
L: Edilberto Teixeira
M: André Teixeira
Intérpr.: André Teixeira e Raineri Spohr

2ª Sinal Certo (Milonga)
L. Edilberto Teixeira (em memória)
M. Matheus Leal e Carlos Leal
Intérpr.: Matheus Leal

3ª A quem partilhou meus sonhos (Milonga)
L: Francisco “Chicão” Carlos Goulart
M: Neco Machado
Intérpr: Neco Machado

Mais Popular: A quem partilhou meus sonhos

Melhor Poesia: Sonhar risonho

Melhor Melodia: Sinal Certo

Melhor Intérprete: André Teixeira e Raineri Spohr

Melhor Instrumentista: Marcelo Nunes

Revelação: Francisco “Chicão” Carlos Goulart

Ouça o Linha Campeira do dia 05/09/2009

 Gauchada,

    abaixo o link para o programa comemorativo aos 2 anos de Linha Campeira

    Q momento!!!

     Parabéns para nós tudo!!!

     Clique aqui e ouça o Linha Campeira 05 de setembro de 2009

Aquele abraço,

Leonel Furtado

Pirisca Grecco – Comparsa Elétrica

 Buenas amigos ouvintes do programa Linha Campeira.

 O tema que me traz há escrever essa semana é o recente lançamento do CD Comparsa Elétrica, de Pirisca Grecco y La Comparsa Elétrica. A banda que o acompanha.

 Há tempos esperávamos pelo lançamento de um novo trabalho desse talentoso músico uruguaianense e seus comparsas, pois seu último lançamento foi no ano de 2006, com o CD Bem de Bem.

 A discografia é a marca registrada da versatilidade do Pirisca e vice-versa. O primeiro CD foi gravado de forma independente em 2001, com o título “O que sou e o que pareço” e teve produção do próprio Pirisca.

 O segundo foi gravado em 2003, com produção de Erlon Péricles e participações de Ricardo Martins, Marcelinho Freitas, Tuni Brum, Sandro Cartier, Ranier Spohr, Érlon Péricles, Ângelo Franco, Jonei Wrasse, Fábio Maus, Paulinho Roveder. O Compasso Taipeiro marcou a maturidade musical do Pirisca e veio acompanhado de grandes sucessos com as músicas “O Tombo”, “Outra Campereada”, “De cima do arreio” e “Buraco no peito” que inclusive rendeu um vídeo clipe. Mais uma novidade inovadora no meio do nativismo.

 O trabalho seguinte veio já em 2004, se chamou Muchas Gracias e como característica teve a mescla de temas com versões ao vivo e em estúdio, onde o diferencial foi a seleção musical feita criteriosamente por Erlon Péricles e o pelo próprio Pirisca. Esse CD é muito bom, tem participações especialíssimas dos parceiros dos festivais e verdadeiros sucessos dignos do agradecimento Muchas Gracias. Outra característica.

 Em 2006 veio o lançamento do CD Bem de Bem, com excelente produção musical, arranjos igualmente fantásticos e uma linha aberta, com temas mais trabalhados e letras mais compreensíveis para o gaúcho urbano. Outras características marcantes foram à versão primorosa da música “Gaudêncio sete luas”, um clássico do tradicionalismo gaúcho, e o lado romântico do artista, que aflorou se tornando outro diferencial nesse mar de versatilidade.

 Por fim chegou o Comparsa Elétrica. A produção ficou por responsabilidade de Juca Moraes e traz a marca da história musical do artista.

 A qualidade da captação, gravação, mixagem e masterização está excelente e faz toda a diferença. Os arranjos e a qualidade musical da Comparsa Elétrica realmente estão à altura da homenagem no nome do CD. As ligações da seleção musical com os trabalhos anteriores começam pela regravação de músicas do independente “O que sou e o que pareço”, com novas versões e arranjos que deram um novo brilho a temas como “Jeito Gaúcho” e “Rédeas”.

 Músicas originarias de festivais também marcam presença com “Mandinga” e “Canta Maria”, que fizeram parte do Minuano da Canção de Santa Maria. Essa foi a maior característica do CD Muchas Gracias.

 Além da excelente seleção musical e da maturidade a muito alcançadas, num certo Compasso Taipeiro, outras características são as regravações de clássicos gaúchos e a linha aberta, com linguagem fácil para o gaúcho urbano, mantendo a proposta do “Bem de Bem”. Destaque para a valsinha “Rio Grande Tchê”, de Ayrton Pimentel e Edson Dutra, que conta com a participação especial do Quarteto Gauderiando.

 A leitura do novo CD como sendo um apanhado da história musical, da coerência dos fatos e atos é uma visão pessoal, uma interpretação musical, mas essa história não para por aqui.

 Numa breve visita ao site www.pirisca.com tive a oportunidade de comprovar parte da minha tese sobre história e coerência de fatos. No link do Blog é possível acompanhar a viagem que o Pirisca fez pela Europa, onde conta com o apoio do “anfitrião” Marcelinho Freitas, grande parceiro, baterista e percussionista desde os tempos do CD Compasso Taipeiro.

 No blog estão às histórias da viagem e algumas participações nos shows dos amigos músicos brasileiros, onde a versatilidade do artista está escancarada. Vejam como a regionalidade e a musicalidade desse som vai bem em qualquer lugar. Parafraseando os versos da música Trem da Fumaça, deste novo CD, que diz assim: “A fumaça do palheiro é um trem que me leva onde eu quiser. Buenos Aires, NY, Uruguaiana, ou outro pago qualquer. Na bagagem um pouquito de dinheiro, a bombacha e o violão. Pra quem canta o limite é a garganta e a bandeira o coração…”.

 Pirisca Grecco, regional, portanto universal. We are the word!!!

Vale a pena conferir.

 Um forte abraço a todos.

Leonel Furtado

Pirisca y la Comparsa Capa

Pirisca y la Comparsa Capa

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Vejo o video clipe da música Buraco no Peito.

Errata – Entrevista para FurbTV

Buenas gauchada,

   fui informado pelo pessoal da FurbFM que a entrevista para a FurbTV vai ao ar no jornal das 21h de sexta. (04/09/2009)

    Desculpem o equívoco.

    Vale a pena conferir.

Abr,
LF

Reescrevendo Fatos

Como todos os amigos sabem, há muito tempo tenho a pretensão de reunir histórias curiosas, fatos narrados em nossos encontros, ocasiões históricas e personagens pitorescos de nosso município e da região.

O objetivo máximo deste trabalho seria a compilação dos textos para uma futura publicação que – acima de tudo – serviria para o resgate de muitos causos que vão se perdendo ao longo dos anos.

De toda forma, bem se sabe que este é um projeto de médio ou longo prazo, que exigiria uma seleção prévia dos fatos a serem narrados e, indubitavelmente, muita sugestão e boa prosa para que os textos possam tomar forma.

Diante de tudo isso, sopesando o fato de que não há como abandonar os afazeres cotidianos e dedicar-se somente a este projeto, imaginei que um blogger seria a melhor forma de inserir progressivamente estes textos sem um compromisso muito sério de prazos. Num futuro próximo, os melhores textos poderiam ser selecionados e poderiam ensejar o tão sonhado livro.

Assim idealizei o endereço www.boaprosa.blogger.com.br e imaginei o título provisório do projeto como “Reescrevendo os Fatos”.
Conto com a ajuda e as idéias de todos que sei que também são entusiastas desta idéia.

 Abraços

Mayck Fagundes

Don Blanco – Lizandro Amaral

 

Parabéns Blumenau e Linha Campeira

Buenas amigos que acompanham o programa Linha Campeira.

Hoje é o dia do aniversário da nossa querida Blumenau.

Uma cidade maravilhosa, que nos recebeu de braços abertos e que respira histótia, cultura, educação, beleza e outras tantas qualidades que nos orgulham a cada dia.

Hoje fazem dois anos que essa mesma Blumenau acolheu mais uma manifestação cultural. Desta vez foi com o apoio da FurbFM. Foi assim que nasceu o programa Linha Campeira.

Parabéns para todos que amam Blumenau!

Parabéns para ouvem o Linha Campeira!

Vamos comemorar!

Um forte abraço,

Leonel Furtado