A Invasão do Alegrete

Do Blog do Pirisca o filme do Alegrete.
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CALIFÓRNIA DA CANÇÃO NATIVA DO RIO GRANDE DO SUL

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ASCOM- 36ª EDIÇÃO DA CALIFÓRNIA DA CANÇÃO NATIVA DO RIO GRANDE DO SUL INFORMA – Nº 14- OUTUBRO 2009-

A Califórnia da Canção Nativa do Rio Grande do Sul, abriu no último dia 13, as inscrições para as músicas que desejarem concorrer na sua 36ª Edição que ocorrerá de 03 a 06 de dezembro na Agrícola e Pastoril da cidade de Uruguaiana.

Os trabalhos deverão ser remetidos até o dia 28/10/2009, única e exclusivamente via Correios, por carta registrada, sedex ou serviços de encomendas postais, para o seguinte endereço:
Secretaria de Cultura de Uruguaiana – SECULT –

Rua Tiradentes 2801 – URUGUAIANA – RS
O regulamento pode ser baixado via internet através do site www.californiadacançaors.com.br .
Mais informações através dos telefones : 99662728 (Júlio Teixeira – Presidente Califórnia edição 36) ou 84030342 – Eraíldes Viçosa( Organização)

Dario Carvalho – assessor de imprensa –
Jornalista Mtb: 14417
Contato: (55) 9996-0066
MSN: dcn51

Bah, deu crise na Tchê Music

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Músicos do movimento que abandonou a pilcha nos palcos, desafiando patrões de CTGs, voltam atrás e rendem-se ao tradicionalismo.

Três anos após a polêmica que varreu bailantas Rio Grande afora, os filhos à casa tornam. Em 2006, de um lado do embate, estavam os integrantes das chamadas bandas de tchê music, do outro, os irredutíveis tradicionalistas.

Agora, nomes até pouco tempo da tchê music, como Luiz Cláudio e o grupo Quero-Quero, estão voltando às origens. Outros, como o Tchê Barbaridade, tentam o meio-termo. Será o início do fim da tchê music? Eles serão aceitos de volta nos CTGs?

Pelas palavras do presidente do Instituto Gaúcho de Tradição e Folclore (IGTF), Manoelito Savaris, não será tão simples assim.

– Se voltarem a fazer música gaúcha tradicional, tendo a postura adequada, serão contratados. Mas poderão ter dificuldade, pois haverá desconfiança – avisa o tradicionalista.

– Quem for contratá-los terá que tomar certos cuidados. Eles terão que comprovar que voltaram ao tradicionalismo – sustenta Manoelito.

Quem for voltar, que volte por inteiro:
– Se quiserem disputar o mercado, que venham por inteiro. Existem 900 galpões de CTGs realizando bailes e fandangos pelo Rio Grande do Sul!

Crítico de todo e qualquer tipo de radicalismo com que tradicionalistas tratam a questão, o folclorista e pesquisador Paixão Côrtes ressalta:
– Sou contra qualquer medida proibitiva, mas sou a favor de conceituação, da diferenciação dos estilos claramente.

E, se o presidente do IGTF, Manoelito, aposta que os tchês têm prazo de validade:
– Eles não guardam raiz com nada!

Aí, o eterno Laçador bem que concorda:
– Todo modismo tem tempo limitado, é circunstancial, consumista…

Quero-Quero, um dos grupos mais renomados, teve apenas um DVD em estilo tchê music e não quis continuar na linha. Foi em 2005, com Ave Fandangueira ao Vivo.
– Tentamos passar para um mercado que estava se abrindo. Mas o público mais fiel chiou e com razão. Nossa veia é tradicional – define o vocal, André Lucena.

Para confirmar o que diz, o músico ressalta que o grupo nunca deixou de usar toda a vestimenta gaúcha nos palcos.
– A gente ouvia: “O Quero-Quero tá na tchê music, então, não toca mais no nosso CTG”. Mas já estamos recebendo convites novamente – relata o integrante do grupo.

Quanto ao motivo da volta às origens, o cantor não poupa palavras, ainda que com um pouco de receio de provocar a ira dos adeptos da tchê music:
– Nós somos muito críticos em relação à musicalidade. O que observamos, sem querer depreciar ninguém, é que as letras da tchê music eram muito pobres!

Os fãs já podem agendar-se, porque o retorno do grupo ao tradicionalismo será marcado pelo lançamento do álbum Quero-Quero 20 anos de História. Deve estar nas lojas em dezembro.

Em 2006, Luiz Cláudio declarava: “Abandonamos a pilcha para ficar mais perto do público”. Hoje, voltou a usar bombacha e, definitivamente, como gosta de ressaltar.

– O nosso público começou a nos cobrar músicas tradicionais. Nunca cuspi no prato que comi, apenas segui um caminho que achei conveniente na época. Voltei para ficar – assegura.

Durante o seu tempo de tchê music, os CTGs não o aceitavam. Agora, tem esperança que a situação mude:

– Já pilchado, fiz o encerramento da Semana Farroupilha em Canoas.

Um dos primeiros a saber da mais recente mudança de Luiz Cláudio foi Manoelito, que, em 2006, presidia o Movimento Tradicionalista Gaúcho (MTG), hoje comandado por Oscar Gress (o Diário tentou contato, mas Oscar está em viagem). Luiz Cláudio enviou e-mail a Manoelito, com a capa do novo CD e com a música Se o Rio Grande me Precisa – na “nova” linha tradicionalista.

– Fiz isso para me retratar com ele e comunicar a mudança. Ele respondeu muito bem – conta o músico.

Direto de Itajaí, Santa Catarina, onde Tchê Garotos fez show recentemente, o gaiteiro e vocalista Markynhos Ulyian nega o rótulo de tchê music para o grupo. Mas não dá para negar que foi justamente quando abandonaram a fase tradicionalista, que estes gaúchos começaram a bombar nacionalmente.

– Tchê music não existe no resto do país. Em São Paulo, por exemplo, somos sertanejos. Em novembro, lançaremos o CD Tchê Garotos – Luau Sertanejo – conta.

Quanto aos grupos que estão voltando para o tradicionalismo, Markynhos é definitivo:

– Acredito que é mais uma forma de desespero deles, atrás do ganha-pão.

Em busca de “um ponto de equilíbrio entre as vertentes”, como gosta de argumentar, o Tchê Barbaridade lança o CD Cante e Dance com faixas bem mais campeiras como Trancaço, escrita por Mauro Moraes, premiado em vários festivais nativistas.

– A gente vai tentar achar um caminho para unificar as duas ideias, o tradicional com o novo. Já temos músicas com esta perspectiva – afirma o vocalista e líder do grupo, Marcelo Noms.

Mesmo perseguindo o meio-termo com o resgate do tradicional, o Tchê Barbaridade não pretende vestir a bombacha de novo.

– Temos uma cantora (Carmen). Colocá-la vestida de prenda é pedir para andar para trás! – sentencia o músico, que finaliza com uma observação:
– Deixamos de ser um objeto cultural, para ser um grupo totalmente ligado à música.

Entrevista Luiz Marenco

Publico a entrevista do amigo Leonardo Gadea.

Confira o Blog CULTURA IN PROSA – O caminho certo da informação!

Apresentação:
Geralmente o blog tem a cara do seu dono. Se não a cara que a gente conhece, a cara que vamos descobrindo a cada nova postagem.
É o caso do CultutaInProsa, onde o espírito e gana do Léo que já conhecemos se unem ao talento e a sede de aprender que ele traz e que vamos descobrir ao acompanhar seu trabalho aqui neste espaço.
(Duca Duarte – Músico e Produtor)

http://www.culturainprosa.blogspot.com/

Entrevista Luiz Marenco

– Dia 02.Outubro.2009, Saguão do Hotel Morotin em Santa Maria antes do show da Expofeira – (por Leonardo Gadea – Acadêmico Jornalismo – Unifra -1º Semestre)

Leonardo Gadea: Quando começaste na área da música, tu imaginavas que tua carreira atingiria tanta aceitação e sucesso, nessas proporções que tem hoje?

Luiz Marenco: Eu comecei a cantar em 89 (esse ano, vai fazer vinte anos), sempre corri atrás de um sonho, de uma idéia que eu tinha do que seria a minha música, do que eu queria fazer e aquilo que eu ouvia.Eu sempre digo que minha faculdade musical foi Jayme Caetano Braun, Noel Guarany e Cenair Maicá, e eu queria fazer aquele tipo de música. Era a música que eu sentia, que me tocava e que me emocionava, se é pra eu cantar, vou cantar o que eu gosto, sempre me preocupei em cantar o que eu gosto, assim estarei cantando uma verdade minha, não mentindo, nisso tu consegues passar pro público essa energia, essa verdade. Com o tempo fomos gravando os discos, gravei o primeiro com Jayme Caetano Braun em 91, posteriormente fui gravando outros, com Gujo Teixeira, Pepe Guerra (Cantor Uruguaio), parte da obra do Noel Guarany, e assim por diante. A partir daí comecei a mostrar a minha cara, o que eu achava da música para o Rio Grande do Sul; o que eu achava que seria uma coisa verdadeira. O público me deu oportunidade, ao ouvir o que eu fazia, e graças a Deus hoje, onde a gente tem ido a juventude é muito participativa, canta junto conosco, pede músicas, sempre nos dando aquela força real pra seguir nesse caminho.

Do sucesso eu não sei, eu faço o que eu gosto e amo o que faço. Graças a Deus eu tenho uma vida maravilhosa, cheia de amigos e tenho o carinho das pessoas, isso que pra mim é importante.

Gadea: É notável que apesar da enorme aceitação e grande abrangência do teu trabalho, este não tem embasamento comercial, é percebível que gravas conforme teu gosto. Concordas com isso?

Marenco: É, realmente, eu sempre me preocupei em cantar o que eu gosto, que daí eu não tô mentindo.Se eu cantar o que gosto, podem acontecer duas coisas: ou as pessoas gostam ou não gostam do que faço. Se alguém vai na loja de discos comprar um disco meu, não precisa nem ouvir na loja, é a mesma coisa sempre,sempre o mesmo tipo de música, se já não gosta, nem ouve, porque vai continuar não gostando, porque eu gosto de fazer o que eu sinto, é a minha verdade, é o que eu adoro fazer.

Gadea: Qual teu conceito, tua análise do ponto atual da tua carreira, em referência ao sucesso?
Marenco: A gente vai amadurecendo, tu na tua profissão, eu na minha, todos, em todas as profissões, vamos amadurecendo conforme o tempo, tu vai aprendendo, vai vendo a maneira correta de fazer as coisas. Desde que gravei o meu primeiro disco (estou no vigésimo agora), eu aprendi muita coisa, por exemplo, tem coisas que fiz no primeiro disco que eu jamais faria nesse agora, é um amadurecimento que tu vai tendo na tua vida profissional, eu tenho muito que melhorar, que aprender,e assim tenho que estar sempre ligado e aberto a esse aprendizado, sempre achar que tem muita coisa pra aprender e está sendo ótimo, tô gostando muito do que faço e acredito que muitas coisas poderão acontecer ainda, não sei o que, porque há um crescimento muito grande da nossa música, da nossa cultura, do nosso regional aqui; hoje estou conversando contigo, há vinte anos atrás, não tinha uma pessoa que viesse me perguntar sobre meu trabalho, hoje existem jornais que falam 100% de cultura gaúcha, existe uma rádio aqui em Santa Maria, a Nativa, 24 horas música gaúcha, como existem outras, então, eu quero dizer que hoje temos um arsenal de mídia ajudando pra que cresça o meu trabalho, não só o meu, de outros colegas meus que cantam, que fazem poemas, que tocam uma guitarra, uma cordeona, cantores, músicos, melodistas, instrumentistas, então o crescimento vai ser amplo pra todos, cada um vai seguir sempre seu trabalho, “mostraaaando” seu trabalho, não é fácil no começo, obviamente, mas tu apostando e querendo isso, tu consegues, é certo.

Gadea: Se sabe que tu já cantaste e gravaste com diversos artistas, inclusive de outros países e gêneros musicais! Existe algum(a) cantor(a) com o qual tu ainda sonhas em cantar junto ou gravar ?

Marenco: Sim, sim eu tenho um sonho de gravar com Jose Larralde, é um cantor maravilhoso. Toda semana eu entro na internet pra ver onde tem uma apresentação dele, é um homem de 71 anos de idade, o maior nome do Folklore, hoje vivo na Argentina, é Jose Larralde, eu ouvia ele desde o meu princípio, tomando mate, até hoje eu o escuto, pra mim é um grande maestro, é um homem que cruzou os tempos, – pela sua idade -, deve cantar já há 50 anos; tanta época, tanto tempo, tanta coisa que cruzou no caminho dele e ele tá cantando até hoje, a mesma coisa que cantava antes! É um homem que ensina, é um homem com quem aprendo muito , então eu tenho um sonho, de um dia gravar uma milonga com ele. Ainda vou conhecê-lo, porque eu tenho amigos na Argentina, que são amigos dele e eu vou me valer desses amigos, porque eu quero que me apresentem esse homem, eu quero conhecer esse homem porque pra mim ele tem um fundamento muito grande.

Em abril deste ano, eu cantei em Paysandú, na gravação do DVD do Jorge Inácio, que é um cantor popularíssimo lá no Uruguay, e lá cantamos junto com a Teresa Parodi, e como nós ficamos três dias juntos lá, conheci e conversei com a Teresa Parodi, que é uma cantora e compositora maravilhosa, fez tanta música linda como: “Pedro Canoero”, “Apurate Jose”, “La vuela Emília”, convidei ela pra gravar uns chamames, e ela aceitou, e vamos gravar, ela é outra pessoa que gosto muito, já gravei com Tarrago Rós, eu adoro o Tarrago, Pepe Guerra, tanta gente que tive o prazer de me aceitarem em seu convívio, e pessoas de uma larga estrada, onde a gente aprende também, com eles.

Gadea: Além do transparente amor pela querência (Rio Grande do Sul), o que mais te motiva a cantar?
Marenco :Porque aquilo que eu escolhi pra cantar foi aceito! “Se eu pego” aqui em Santa Maria, por exemplo, que é um público maravilhoso, todas as vezes que viemos aqui, naquele ginásio da universidade( referiu-se à UFSM) onde cantamos, aquilo lotado, de porta aberta, porque não cabia mais gente, sei lá, quatro mil, cinco mil pessoas, não sei, não tenho uma noção de público, mas tu tá cantando uns chamame, canta uma vaneira, uma milonga, daí no meio da apresentação eu pego o violão e canto uma música sozinho: “Pra o meu consumo”, “Meu rancho” e as pessoas cantam comigo, é isso que me motiva, cada vez mais fazer isso (cantar), porque aquelas pessoas que estão ali, não estão pra dançar, estão pra ouvir, e isso é maravilhoso, a juventude hoje, no ano de 2009, com tanta coisa que “enfiam goela abaixo” pela televisão, pela internet, por tudo que é meio, a juventude do Rio Grande do Sul respeita e ama a sua origem, sua cultura, sua história, isso que me motiva cada vez mais a cantar esse tipo de música e cada vez mais “entrar pra dentro da terra”, me enraizar mais.

Gadea: Qual foi o relato, ou um gesto, uma atitude de um fã, que mais te tocou, que emocionou?
Marenco: Sabe que acontece muito do pessoal jovem, até os mais velhos, virem falar comigo e sempre pedirem pra mim: Marenco não muda teu jeito de cantar, canta sempre isso, não muda. Eu tinha cantores de que eu gostava, que admirava muito, que depois com o tempo foram mudando sua maneira de cantar, seu estilo de música e isso aí, dói pra quem gosta, pra quem se entrega de coração ao trabalho de uma pessoa, isso em qualquer profissão. Mas uma coisa que me emocionou, que eu me emocionei no palco em foi em Caxias do Sul uma vez que estava completamente lotado o local onde nós cantamos, aquele mar de gente, e há alguns metros na minha frente tinha um rapaz, era verão, eu pude observar os braços dele cheios de tatuagem, com brincos nas orelhas, “esses piercieng, no queixo, na boca, por tudo”, e eu olhava pra ele, e ele cantando minhas músicas junto comigo, e aquilo me emocionou, porque tu vê, é uma coisa que eu aprendi, às vezes a gente olha pra uma pessoa, por essa pessoa não andar da mesma maneira que tu andas, tu achas que isso é errado, não ta certo, sei lá, mas é bobagem a gente aprende, acaba sempre aprendendo no mundo, aquilo foi um aprendizado que eu tive, Deus me mostrou, foi uma provação, não é porque a pessoa está cheia de tatuagens, piercings e brincos que não vai amar a terra onde pisa.Tem uma frase que ouvi essa semana e não me esqueci “pise com calma em cima da terra, porque ela é sagrada”, então como é que vou dizer que essa pessoa não respeita o lugar onde vive, não respeita a história dos avós dele, respeita e ele me mostrou, que pode andar com tatuagens, piercings e brincos, mas também gosta da música do Rio Grande do Sul, não só as minhas, as músicas de colegas meus, deve cantar todas deles também, e aquilo me emocionou, emocionou mesmo, porque a gente coloca tantas barreiras, mas é a gente que coloca, porque os outros não colocam, e desde esse momento eu aprendi muita coisa, já há muitos anos eu sei, que não é necessário tu usar uma roupa pra mostrar de onde tu és, o teu coração é que fala de onde tu és, os teus gestos, a tua maneira de ser que fala de onde tu és.

Gadea: Algum projeto futuro em mente ?

Marenco: Eu tô gravando agora um disco com o Lisandro Amaral – que é um cantor que admiro demais – é um projeto maravilhoso só com poemas de Eron Vaz Mattos, com músicas minhas, músicas do Lisandro, músicas de outros companheiros que nós gostamos das melodias, que estão no contexto desse trabalho. Até neste ano num show que viemos aqui (Santa Maria) nós lançamos essa idéia e cantamos a música que dá título ao disco que se chama “Porteira a fora”. To gravando também um disco só com poemas de “Sérgio Carvalho Pereira” que foi meu primeiro parceiro da música, ainda antes do Jayme, ele que me colocou nesse meio da música, e é um livro com fotografias e um CD com 14 músicas sendo que dez são inéditas, inéditas mesmo que estou musicando pra esse disco que ele e o livro vão levar o nome de SUL e desse trabalho mais pra frente faremos um DVD, e talvez seja esse que viremos gravar aqui, quem sabe no Treze de Maio, eu acho maravilhoso aquele teatro.

Gadea: Uma mensagem pro pessoal que acompanha o teu trabalho ?

Marenco: Tchê, eu agradeço a todos eles, todos os amigos que depois verão essa nossa conversa no teu blog, culturainprosa, e dizer que tenho uma gratidão enorme pelo carinho que estão tendo pela minha música, que sempre tiveram e peço que sigam sempre apoiando, não só a minha música, mas apoiando a cultura do Rio Grande do Sul, aí é que vai estar o crescimento, aí é que nós vamos cortar esse mundo véio cantando milonga. Nosso estado ficou tão pequeno pra nossa música, e te digo porque ficou pequeno, porque tu vai em qualquer estado do país hoje tem CTG (até fora do país), nós já cantamos em Brasília , São Paulo , Rio de Janeiro, Goiás, Tocantins, Mato Grosso, Santa Catarina e Paraná a gente vai sempre e tudo é em CTG, a cultura é muito grande e depende de nós todos pra que ela cresça cada vez mais e pra que a gente deixe de herança pra os nossos filhos, nossos netos…

Expectativas para o futuro?

Marenco: Tenho sim, várias idéias e projetos e a expectativa é de que eles dêem certo (risos)…

Uma frase?

Marenco: “Pisem na terra com calma e respeito porque ela é sagrada” (essa frase é indígena)

Um ídolo?

Marenco: Alfredo Zitarrosa, Jose Larralde, Athaualpa Yupanqui, Noel Guarany…

Um livro?
Marenco: “ Enterrem meu coração na curva de um rio”

Um filme?
Marenco: Dança com lobos (Filme desse livro, citei antes)

Uma música?
Marenco: “Pa’l que se vá” (Alfredo ZItarrosa)

Família?
Marenco :É tudo , tudo de bom, é um alicerce , é a vontade e gana vencer , de voltar pra casa , é suporte, tudo de grande, ta mais perto de Deus…

Amigos?
Marenco :Nos enriquecem, nos ensinam, são pedras preciosas que temos que estar sempre admirando e cuidando!

Nas horas vagas?

Marenco:Tchê, eu vou pra fora, eu ouço música, fico com a minha família…

Viagem de fundamento?
Marenco:Quando eu e o Gujo fomos pra Argentina passear, bah foi maravilhosa a viagem!

Um arrependimento?
Marenco :Não , todas as cagadas que fiz, aprendi com elas (risos), o cara não pode se arrepender…

Um sonho?

Marenco: O sonho de conseguir realizar todos os meus, esses projetos de que te falei. Essas minhas vontades de cada vez mais ver a nossa música crescer, não a minha música, quando me refiro à música, falo da música do Rio Grande do Sul. Que cresçam todos aqueles que são merecedores, que têm o respeito do público, que fazem com verdade, com carinho, esses são os que passam mais trabalho, que acreditam numa idéia; como teu mano que escreve (Zeca Alves) ele podia agora fazer um monte de tipo de letra, tudo que é tipo de letra, de qualquer estilo, não, mas ele faz um estilo de letra o Jayme fazia um estilo de letra, Sérgio Pereira, Gujo Teixeira , Eron Vaz Mattos, Xirú Antunes, são merecedores por lutarem.

Uma palavra que te defina?
Marenco: Peleador…

Algo a acrescentar pra os leitores do culturainprosa?

Marenco: Tem que pelear, sempre buscar um caminho, a vida é uma peleia em todos os sentidos na vida pessoal, na vida profissional. Tem que pelear, nós estamos aqui pra pelear no bom sentido, claro, não lutar com armas, e sim com esforço, pelear com amor…

Ouça o Linha Campeira do dia 25/10/2009

Linha Campeira 02

Logo Linha Campeira

Buenas Gauchada,

      este programa está muito bom, com as participações do letrista Rogério Ávila e do ouvinte Thiago Tosetto, que participa do Bloco do Ouvinte.

      Clique aqui e ouça o Linha Campeira do dia 25/10/2009
Abr,
Leonel Furtado

Ritmos Gaúchos – MARCELLO CAMINHA

Aconteceu na última quinta feira (15), em Lages, o Worshop “Ritmos Gaúchos” ministrado pelo instrumentista e produtor musical Marcello Caminha.

O guitarreiro dos Goela Seca Mayck Fagundes esteve no curso e mencionou que o ensinamento transmitido por Caminha foi realmente fantástico a todos aqueles que desejam saber um pouco mais sobre violão nativista. Mayck ressaltou ainda que o professor não se limitou a meras informações teóricas mas sim fez um apanhado geral de conceitos e dicas que ele mesmo utiliza e que vêm rendendo resultados.

Marcello é natural de Bagé e atualmente reside em Porto Alegre. É um dos maiores instrumentistas do Rio Grande do Sul e sua forma de tocar vem influenciando diretamente a maneira com que a música gaúcha é produzida atualmente.

Após o Workshop, Marcello Caminha fez show no Serraria Bar divulgando seu novo trabalho, o CD “Inlfluência”.

Maiores informações: www.marcellocaminha.com.br

Marcello Caminha e Mayck Fagundes
Marcello Caminha e Mayck Fagundes

 

Marcello Caminha e Alunos

Marcello Caminha e Alunos

CALIFÓRNIA 2009

Entrevista do Blog do cantor Pirisca Grecco, com o Sr. Julio Teixeira, presidente da 36ª Califórnia.

Fonte: www.pirisca.com

Vale a pena conferir o Blog.  Muito bom mesmo.
Parabéns Pirisca.

Lá pelas quatro e pico da tarde de quarta-feira, 14 de Outubro, no Café da Praça em Uruguaiana, bati um papo com o Sr. Julio Cezar Benites Teixeira, hoje Patrão do CTG Sinuelo do Pago e Presidente da 36ª Califórnia da Canção Nativa do Rio Grande do Sul.

GRECCO: Sai a califa?
JULIO: Sai.

GRECCO: Quando?
JULIO: De 3 a 6 de dezembro de 2009. O concurso de músicas de quinta (3) a sábado (5) e domingo (6), aproveitando a Pastoril e a parceria com o SESC, show com o Circo
Tohll.

GRECCO: A grana ta na mão?
JULIO: Tecnicamente, estará na mão quando estiver no banco, mas… Dá pra dizer que ta na mão. Pessoas sérias e de confiança garantiram a verba. Entre elas nosso prefeito Sanchotene Fellice.

GRECCO: E os atrasados?
JULIO: Está previsto no orçamento o pagamento de todos os músicos que tenham cheques sem fundo da edição passada. Isso é a prioridade.

GRECCO: Houve alguma tentativa de contato com a direção do Musicanto para uma possível parceria, nas datas e, de repente algum show internacional?
JULIO: Em abril, ligaram aqui para a RBS. Alguém de Santa Rosa, não sei se era da prefeitura ou da comissão. Eu estava lá com o Bruneli (diretor RBS Urug.). Eles queriam saber se ia sair a Califórnia e, em que data. Eu confirmei, de 3 a 6 de dezembro. De lá pra cá não se falou mais. A noticia é que o Musicanto escolheu a mesma data…

GRECCO: O termo inédito, quer dizer o quê?
JULIO: (abre a pasta e saca o Regulamento)
“art12. Somente poderão concorrer no concurso canções inéditas.”
“Parágrafo único: considera se inédita, para o concurso, a composição poético-musical que não tenha sido gravada fonograficamente, editada literariamente ou ter sido produzida em escala comercial.”

GRECCO: E o chamamé?
JULIO: (ainda com o regulamento)
“art4. As composições musicais apresentadas a seleção devem ser representativas da cultura do Rio Grande do Sul.”
“Parágrafo único: entende se como tal, a que evidencia temas da terra e da gente gaucha fundamentada, gêneros rítmicos regionais do Rio Grande do Sul.”
“Art5. A CCNRS não seleciona composições com gêneros que não estejam integrados a cultura Rio-grandense.

GRECCO: Confirmando então: data, 3 a 6.
Prazo para inscrições?
JULIO: Começou ontem e vai até dia 28 de outubro.

GRECCO: Onde se encontra o regulamento?
JULIO: (faz uma ligação do celular)
No site:
ou na sala da Califórnia junto ao Centro Cultural em Uruguaiana.

GRECCO: Valor da ajuda de custo?
JULIO: R$ 2.000,00 para todos os participantes (16 musicas)
e mais R$ 1.000,00 para os 12 classificados para a final.

GRECCO: Jurados?
JULIO: Ainda não temos a confirmação.

GRECCO: Shows? Tohll no domingo e?
JULIO: existe uma negociação com a Família Lima e os outros , depende da confirmação do Juri. Vamos ver se aproveitamos os jurados para algum show.

GRECCO: Gracias!

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Quero registrar que cada um pagou a sua “mineral”.

Ouça o Linha Campeira do dia 18/10/2009

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Buenas Gauchada,

     um programa em homenagem aos 6 anos da FurbFM e ao Linha Campeira número 100, com a captação de palco do show de Leonel Gomes.
      No bloco do ouvinte, os pedidos do amigo ouvinte Mauro Nunes.

      Clique aqui e ouça o Linha Campeira do dia 18/10/2009

Abr,
Leonel Furtado

Entrevista para a FurbTV

Ouça o Linha Campeira do dia 11/10/2009

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Buenas gauchada!

    Segue link para o programa em homenagem a Mercedes Sosa.

    Clique aqui e ouça o Linha Campeira do dia 11/10/2009

Forte abraço,

Leonel Furtado

::: CONVITE EXPOLAGES 2009 :::

NÚCLEO CATARINENSE DE CRIADORES DE ANGUS

O Núcleo Catarinense de Criadores de Angus tem o prazer em convidá-lo para participar da Expolages 2009 que ocorrerá entre os dias 20 e 25 de outubro próximo. Durante o evento o núcleo oferece aos seus convidados a seguinte programação:

Þ 22/10/2009 às 20:00 horas – Palestra sobre o potencial mercado da Carne Angus. Dr. Fernando Furtado Velloso – Técnico e Gerente do Programa Carne Angus – Associação Brasileira Angus

Þ 23/10/2009 – Julgamento de classificação dos animais, tendo como jurado o Dr. Fernando Furtado Velloso

Þ 24/10/2009 às 20:00 horas – LEILÃO PIONEIROS DO ANGUS: oferta de 40 lotes, entre machos e fêmeas, com possibilidade de lances pelo Canal do Boi.

Maiores Informações poderão ser obtidas através dos contatos: jwfloriani / (49) 9983.1029 com José Floriani.

Atenciosamente,

Diretoria do NCCA

Entrevista por MSN – Marcelinho Nunes

Confira a entrevista pelo MSN com o músico Marcelinho Nunes.

Leonel, Bragas, Marcelinho Nunes e Vô Zequinha - Gaspar Março/2009

Leonel, Bragas, Marcelinho Nunes e Vô Zequinha - Gaspar Março/2009

Leonel diz:
Que tal irmão véio?
Marcelinho Nunes diz:
E ai che, blza?!
Leonel diz:
Loco, to querendo fazer umas entrevistas informais por MSN com os músicos e tal… acho que seria inovador.
O que achas de fazemos uma? Quando puderes…
Marcelinho Nunes diz:
Fizemos sim, a hora que quiseres.
Leonel diz:
Agora?
Marcelinho Nunes diz:

Leonel diz:
Marcelinho, como foi a pegada da Semana Farroupilha. Passaste na Estrada tocando… nos conta a tua volteada…
Marcelinho Nunes diz:
Esse ano toquei toda Semana Farroupilha fazendo um costado pra o amigo Juliano Moreno. Tocamos em Livramento dia 14 no CTG Tropeiros da Tradição, dia 15 no Candieero da Paz, no dia 16 no Coxilha de Santana, no dia 17 demos uma volteada por Santa Cruz nos Pavilhões da Oktober e 18 em Caxias na Semana Farroupilha daquele municipio.
Marcelinho Nunes diz:
Dia 19 em Santana, no clube Cruzeiro e 20  no Presilha do Pago.
Leonel diz:
Coisa linda, muito trabalho e muita música pra esse povo, não!
Leonel diz:
Tchê Marcelinho, tens acompanhado o Enio Medeiros também em alguns shows, como foi o caso de Gaspar, onde estiveram neste último rodeio. Quais são os próximos planos?
Marcelinho Nunes diz:
Sim de vez em quando nos fizemos um costado pro Dom Ênio. Nesse final de semana passado toquei com ele na Expofeira de São Sepé e no domingo na Expofeira de Uruguaina. Nesse fim de semana que vem tocamos no Taberna Bar na Sexta Nativista e estamos nos preparando para o Ponche Verde  da Canção que acontece dia 9, 10 e 11 de outubro, em Dom Pedrito onde vou tocar duas músicas com Juliano Moreno.
Leonel diz:
Marcelinho, a Fronteira já se prepara para receber o Martin Fierro? O Linha Campeira teve a oportunidade de estar presente no ano passado e comprovou a magnitude desse baita festival…
Marcelinho Nunes diz:
Pois é, já estamos às vésperas de mais um Martin Fierro. A espectativa é grande, tanto músicos quanto dos simpatizantes e organizadores deste evento. Já temo preparando as marca e seja o que Deus quiser.
Leonel diz:
Tchê, ve se aparece na oktober e tomemo uns chopps…
Marcelinho Nunes diz:
Um abraço do garrão do Rio Grande,… e cheguemo ontem de camapanha.
Leonel diz:
Aiza!!! Tchê, depois olha no www.linhacampeira.com.br
Marcelinho Nunes diz:
Feito mano véio
Abraço

Homenagem a La Negra – Por Cesar Oliveira

Perder um ente querido é com certeza uma das mais pungentes dores que acomete um ser humano. Ainda mais dolorosa a dor se perdermos quem nos gerou, sustentou e mostrou-nos como caminhar e por onde trilhar, mesmo depois de podermos andar sozinhos. Perder uma mãe é como perder um membro de nosso corpo para sempre, pois mesmo depois de cortado o cordão umbilical – que simbolicamente jamais e por nada será rompido – ficamos eternamente associados a este ser sublime denominado MÃE.

O Folclore perdeu sua mãe. Despediu-se da vida carnal “La Negra” Mercedes Sosa. E como uma lei do ciclo vital, estamos eternamente “órfãos de mãe”, que com a suavidade de sua voz entoou cânticos que retratavam sua procedência, sua casa, sua família, seus filhos. Mercedes Sosa foi uma mãe que não só nos mostrou o caminho a seguir mas abriu as portas de nossa casa, a América Latina, e com orgulho convidou o mundo e suas etnias a entrarem e conhecerem sua família, seus filhos, seu lar que, como mãe, defendia se necessário com a vida.

Gracias, madre de nuestro folklore, por iluminar nossos caminhos e deixar-nos seus rumos traçados para sempre, pois “mãe é uma só”, insubstituível, inigualável. Que a magia de tua voz encante os anjos do céu ao entoar una zamba ou una chacarera… e mostre mais uma vez com orgulho a tua procedência, a América do Sul, de onde és a filha mais sublime.

Lages, 4 de setembro de 2009

César Oliveira

Cuando Se Muere Un Cristiano

Nossa homenagem a Mercedes Sosa.

Cuando Se Muere Un Cristiano

Mercedes Sosa

Cuando se muere un cristiano
La muerte sin avisar
Viene en un caballo negro
Le toca el hombro y se va.

Cuando se muere un poeta
Solloza el cañaveral,
Quedan sin luz los lapachos
Y sin agua el manantial.

Cuando se muere un amigo
Uno le quiere cantar
Y sale a buscar palabras
Que jamas encontrara.

Las palabras que yo busco
No creo que vuelvan mas
Se me han ido a bellavista
Y alla se han puesto a llorar.

Que pena tiene mi olvido
Que ya no puede olvidar
Y una copla estremecida
Por los surcos se me van
Con el recuerdo de lucho
Al cielo de tucuman.

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    Abr,
Leonel Furtado