Brasil amplia área livre de febre aftosa

Mais 18 municípios de Tocantins, Bahia, Rondônia e Amazonas têm áreas reconhecidas como livres da doença com vacinação

Laila Muniz

O Ministério da Agricultura reconheceu, nesta terça, dia 28, mais 18 municípios como livres de febre aftosa com vacinação. O novo status sanitário das localidades nos estados de Tocantins, Bahia, Rondônia e Amazonas foi publicado na Instrução Normativa nº 45.

Os oito municípios baianos e sete tocantinenses, agora declarados livres da doença com vacinação, estão situados em uma zona de proteção que fica na divisa com Maranhão, Piauí e Pernambuco, estados com status de risco médio para aftosa.

– Vamos manter um sistema diferenciado de fiscalização e vigilância nessa zona, para proteger a área livre – explica o coordenador do Programa Nacional de Erradicação da Febre Aftosa do Ministério da Agricultura, Plínio Lopes.

Na Bahia, passam a ser consideradas livres de aftosa com vacinação: Buritirama, Casa Nova, Campo Alegre de Lourdes, Formosa do Rio Preto, Mansidão, Pilão Arcado, Remanso e Santa Rita de Cássia. Em Tocantins estão com o novo status sanitário: Barra do Ouro, Campos Lindos, Goiatins, Lizarda, Mateiros, Recursolândia e São Félix do Tocantins.

Além dos municípios da Bahia e Tocantins, uma área de 1.987 Km² na região norte de Porto Velho, em Rondônia, e parte dos municípios de Canutama e Lábrea, no Amazonas, também foram declarados livres de febre aftosa com vacinação.

De acordo com o coordenador, o trânsito de animais entre os estados com risco médio e os municípios declarados como livres terá controle mais rigoroso. Para ingresso na zona livre de febre aftosa, o Ministério da Agricultura exigirá que os animais permaneçam isolados por 30 dias na origem e mais 14 dias no destino, além de se submetam a testes sorológicos para a doença.

O Ministério da Agricultura aguarda agora resposta ao pleito encaminhado à Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) para reconhecimento internacional dessas regiões como zona livre de febre aftosa com vacinação. Em fevereiro de 2011, o relatório brasileiro será analisado por uma comissão científica e, se aprovado, o reconhecimento ocorrerá em maio, durante a assembleia geral da entidade.

Classificação

Em 2010, outros estados evoluíram na classificação de risco para febre aftosa. O noroeste do Pará passou de alto para médio risco. O Amazonas e o Amapá deixaram a condição de risco desconhecido, passando para alto risco. Assim, o Brasil não tem mais nenhum estado como risco desconhecido.

Atualmente, 15 unidades da federação são consideradas livre de febre aftosa com vacinação: Acre, Bahia, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Rondônia, São Paulo, Sergipe, Tocantins e o Distrito Federal, além dos municípios de Guajará e Boca do Acre, no Amazonas, e a região centro-sul do Pará. Santa Catarina é o único estado considerado pela OIE, como zona livre de febre aftosa sem vacinação.

Fonte: MINISTÉRIO DA AGRICULTURA, PECUÁRIA E ABASTECIMENTO

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Retrospectiva 2010: Pecuária e indústria têm ano atípico no setor em 2010

Ano foi excelente para os pecuaristas ganharem dinheiro, que foram pegos de surpresa e sem boi para vender

Marcelo Lara | Uberaba (MG)Atualizada às 21h09min

Uma disparada nos preços da arroba do boi marcou 2010 para a cadeia produtiva da carne. Pecuaristas e indústria tiveram um ano atípico, com escassez de produto e uma revisão sobre em qual mercado consumidor é mais vantajoso investir.

O ano foi excelente para os pecuaristas ganharem dinheiro, mas eles foram pegos de surpresa e sem boi para vender. O criador mineiro José Borges Bento, de Uberaba (MG), mandou para o abate 300 animais, 150 a menos do que no ano passado, e só conseguiu terminar a engorda porque fez uma parceria com um frigorífico. Ele conta que já vinha reduzindo o rebanho há três anos.

O clima mais seco dos últimos anos foi um dos fatores que provocou a redução da oferta de animais.

– Adversidades do clima e coisas que já eram previsíveis. Teve um período seco mais prolongado bastante acentuado, mas o produtor não estava preparado para confinar o gado – explica o diretor de compras de frigorífico Hércio Dias de Souza Filho.

A escassez de gado no pasto é reflexo, principalmente, do abate de matrizes no passado, como explica o analista de mercado José Vicente Ferraz.

– Você teve um grande abate de matrizes e uma redução do bovino nacional que atingiu o pico em 2005. Nós tivemos, no ano de 2005, os preços recordes de baixa de toda história desde que se tem séries históricas sobre o preço do boi. E esses preços excepcionalmente baixos trouxeram prejuízos para o produtor. Em uma situação em que o produtor está tendo prejuízo, ele obviamente não investe no negócio. No caso esse não investimento significa abater fêmeas e matrizes – comenta Ferraz.

Cinco anos depois, o resultado é falta de boi e preços em disparada. O aumento foi maior no segundo semestre de 2010. Tendo São Paulo como base, em janeiro a arroba estava em R$ 76. O pico foi registrado em novembro, quando as cotações atingiram R$ 115, uma alta de 51%.

– O preço mergulhou e veio em queda e até mesmo entrou 2010 em queda. Fevereiro nós tivemos um pico de baixa, ainda desse ano. A partir de março é que começa novamente a recuperação de preços. Aí ele se estabiliza um pouco em um patamar um pouco melhor, vai aproximadamente até agosto e aí começa esse rali – lembra Ferraz.

O ano foi atípico para a pecuária de corte. A falta de boi no mercado obrigou os frigoríficos a trabalharem abaixo da capacidade. Além disso, o câmbio desfavorável para as exportações fez as empresas priorizarem as vendas para o mercado interno.

O frigorífico Mataboi, de Araguari, no Triângulo Mineiro, trabalhou com 60% da capacidade e reduziu as vendas para o Exterior. Os preços afastaram os importadores.

– Basicamente o que aconteceu no segundo semestre principalmente e que ocasionou esta alta expressiva na arroba do boi e tornou o Brasil não competitivo lá fora foi a política cambial adotada pelo país. O real está muito valorizado e na hora de negociarmos lá fora nós percebemos que os importadores não têm como acompanhar toda esta alta de pré-preço que foi praticada no Brasil. Então, o abate brasileiro atualmente está quase que na totalidade atendendo mercado local – explica o vice-presidente do frigorífico, Eduardo Farina.

Para o presidente da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec), Antônio Camardelli, quando o assunto é exportações, o fator cambial tira a competitividade de todos os setores da economia brasileira. No caso da carne, isto não é diferente.

– Os paises diretamente competidores no mercado externo passam a ter momentaneamente as mesmas condições de competitividade. E aí o desempate fica por conta de distância, logística e custo de frete. Esse fator cambial e essa harmonização de preços do gado externamente fizeram com que países que estavam latentes voltassem a fazer oferta no mercado novamente. Se nós falarmos dos pilares básicos, hoje são praticamente todos adversos. Você tem uma oferta reduzida, um mercado com um apetite menor pela não resolução completa da crise de 2008, e você tem o fator cambial – avalia Camardelli.

O pecuarista José Borges Bento, para não ser pego desprevenido outra vez, planeja investir mais em 2011. Ele acredita que vai demorar de quatro a cinco anos para a pecuária brasileira se recuperar. Mas mesmo sabendo que não será tão simples assim aproveitar o bom momento do mercado, não quer deixar a chance passar.
Fonte: Canal Rural

As quatro forças do Pampa: Uma safra de arroz ainda maior

Poucas culturas são adaptáveis em um solo raso e em regiões propensas a períodos de seca como a Fronteira Oeste e a Campanha gaúchas. Para culturas maleáveis a essas condições, porém, o sucesso é garantido. É o caso do arroz e da pecuária, que nos últimos anos dividem espaço com videiras e eucaliptos.

Uma safra de arroz ainda maior

A bem sucedida empreitada de diversificar as culturas com a plantação de uva e o florestamento trouxe um alento para gerações futuras e promete injetar milhões em investimentos na região nos próximos anos. As potencialidades dessas quatro forças econômicas do Pampa você acompanha nesta reportagem.

Leilões promovidos pelo governo devem ampliar a venda de arroz no mercado externo e reduzir o excedente do grão no mercado interno, segurando o preço em 2011. A expectativa é do Instituto Riograndense do Arroz ( Irga), que prevê uma safra com 1 milhão de toneladas a mais do grão no ano que vem na comparação com a última safra.

Maior região produtora de arroz do país, a Fronteira Oeste tem 328,9 mil hectares de lavouras de arroz, o que gera cerca 6,5 mil empregos diretos em função do cultivo. A produção da região é de 2,6 milhões de toneladas do grão, o que representa 32% do que é colhido em todo Estado.

Plantio segue atraindo novos investimentos

Além de tradicionais arrozeiros da Fronteira Oeste, a região atrai migrantes que chegam focados no cultivo do grão. Foi o caso de Ari Foletto, 51 anos, nascido em Santa Maria e hoje um dos maiores produtores da região, com 10 mil hectares de arroz semeados.

Entre Uruguaiana e Itaqui, suas lavouras estão distribuídas na extensão de 24 quilômetros da rodovia que liga os dois municípios ( BR- 472). Cerca de 80% das terras são arrendadas.

O segredo para o crescimento, segundo Foletto, é saber delegar funções: – Consegui encontrar pessoas capazes, com potencial. O segredo é confiar nos meus colaboradores.

Segundo o gerente geral, Luiz Antônio Rodrigues ( foto), a empresa conta com alta tecnologia, o que facilita o beneficiamento do arroz com marca própria, que já está nos supermercados.
Fonte: ClicRbs

Martin Fierro está de volta

Santanenses e apreciadores da cultura gaúcha sentiram falta do festival de música nativista que acontece anualmente em Santana do Livramento em dezembro. Cancelado neste ano, a 12ª edição do Festival de Fronteira Um Canto para Martin Fierro já tem data e hora para acontecer.

Em reunião no Centro de Cultura Um Canto para Martim Fierro – órgão que organiza o festival –, localizado em Porto Alegre, foi definido em assembleia que a data do festival seria mudada. A partir de 2011 o festival acontece nos dias 19, 20 e 21 de maio, a partir das 21h.


La Verdulera y el Canario, foi a música vencedora da 11ª Ediçao. O chamamé tem letra de Leonardo Borges e Daniel Cavalheiro como interprete

Carlos Fernandes, coordenador do evento, explica que vários motivos levaram à decisão, entre elas pelo festival concorrer com muitos eventos como festas de fim de ano, formaturas e viagens, comuns nessa época, que impedem a vinda de músicos e parte da plateia.

O calor também foi apontado como motivo da mudança de data, já que o gasto era alto com a refrigeração do ginásio.

– Pensamos na economia também. Mudança é sempre bom, e queremos mudar para melhor, dar mais qualidade ao evento – diz Carlos.

Outra novidade é que, desta vez, o festival acontece de quinta a sábado. Segundo Fernandes a nova data foi escolhida para que os visitantes possam regressar a suas cidades no domingo.

Entre os três maiores festivais do Estado, como já é tradicional, o evento deve trazer nomes internacionais, e já há negociação com grandes nomes da música Argentina.

– O Martin Fierro já é referência de festival campeiro no Sul e como sempre traremos grandes nomes da música nativista regional – afirma.

Entre os jurados estarão o poeta Fernando Soares, o poeta João Sampaio, o compositor e instrumentista Marcelo Caminha, o compositor, o instrumentista e cantor Mauro Moraes e o cantor e compositor Cristiano Quevedo. As inscrições estarão abertas a partir do dia 1º de março.

Inspirado no poema El Gaucho Martin Fierro, de José Hernández, como na poesia, Martin Fierro promete um retorno triunfal. Com a economia e novas caras no festival, o investimento será em qualidade. O sistema de som será aprimorado para que melhores apresentações. Mudança nas empresas responsáveis pela parte técnica também estão previstas para trazer mais conforto aos presentes.

Segundo Carlos, a nova data já está no calendário da Secretaria de Cultura e passa a ser fixa para os próximos anos. O evento é patrocinado pelo Fundo Nacional de Cultura do Ministério da Cultura.
Fonte: ClicRbs

Espumante nacional expande consumo

Com as festas de fim de ano, a venda pode chegar a 13 milhões de litros

Mesmo com o crescimento do consumo durante o ano, impulsionado por campanhas de marketing, Natal e Ano-Novo ainda são considerados picos na procura pelos espumantes. Neste ano, a perspectiva é de recorde de vendas, chegando a 13 milhões de litros comercializados. Se os números se confirmarem, um crescimento de 20% em relação a 2009, motivo de comemoração para as vinícolas da Serra gaúcha. Os empresários atribuem parte deste resultado a iniciativas do Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin) para ampliar a demanda. "Hoje o espumante faz parte do cotidiano. Já se consome em casa, num jantar íntimo, entre amigos, enfim, toda hora é hora", diz o presidente da Associação dos Produtores de Vinho de Pinto Bandeira (Asprovinho), enólogo Luciano Vian.

Qualificação atestada internacionalmente e preço colaboram para o avanço. "Atualmente temos mais de 100 rótulos de espumantes nacionais sendo elaborados, que estão chegando com preço acessível ao consumidor e indiscutível qualidade", constata Oscar Ló, presidente da Festa Nacional do Champanha (Fenachamp) 2011, de Garibaldi.

Em empresas como a Salton, a venda de espumantes atingirá um terço do faturamento total, antecipa o presidente Daniel Salton. O maior crescimento ainda é o do Moscatel. Por isso, uma das preocupações é trabalhar junto aos fornecedores de uva para que eles façam investimentos em variedades apropriadas para espumante como Pinot Noir e Chardonnay. Com 40% do mercado, neste ano a empresa elaborou 4,8 milhões de litros da bebida.

O presidente da Associação dos Produtores de Vinhos Finos do Vale dos Vinhedos (Aprovale), Aldemir Dadalt, crê que o reconhecimento do espumante brasileiro veio em função de todos os trabalhos feitos no passado com investimentos em castas de uvas que dão resultado para elaboração de produtos de alto nível. "Percebemos que o brasileiro ainda tem algumas dúvidas sobre a qualidade dos vinhos nacionais, mas não sobre os espumantes. Ainda não fechamos os números de 2010, mas estimamos um aumento superior a 30% no Vale dos Vinhedos."
Fonte: CP

35 ANOS DE CARREIRA – AO VIVO

01. Pampa na garupa

02. Queixo seco

03. Chiquita

04. Gaita da bossoroca

05. Chote laranjeira

06. Passo do bugiu

07. Gauderiada

08. Me comparando ao rio grande

09. Despedida de peão

10. Faculdade campeira

11. Imaginação

12. Gritos que se perderam

13. Ala pucha

14. A dança dos compadres

15. Águas de cachoeira

16. Tico tico no fubá

17. Cevando o mate

Fonte: Usa discos

Agora Chora Cordeona – Leonel Gomez

Leonel Gomez é o mais uruguaio de nossos gaiteiros nativistas. Ao mesmo tempo em que se orgulha de suas raízes binacionais, traduz esse leque de influências em composições cheias de personalidade, que só crescem com sua interpretação tão peculiar quanto segura. Mesmo sendo autor apenas da melodia da maioria das faixas deste CD, as interpreta com tamanha maestria que as faz parecerem suas. O que se ouve é uma simplicidade, uma forma única de juntar voz e gaita botoneira, fazendo surgir um nicho quase pop no nativismo, pelos refrões de fácil assimilação.

1 – Mariposa 2 – Um Churrasco na Fronteira 3 – De Noite 4 – Pelo Fio do Alambrado 5 – O Diabo e o Turco 6 – Décima do Cantou Flor 7 – Agora Chora, Cordeona 8 – No Coração de Três Puente 9 – Florão de Chinoca 10 – Alambre de Puas 11 – Eu Sou Cantor 12 – Arrabalera

Fonte: Gravadora Vertical

Programa de Férias

Programa da Semana

Buenas amigos ouvintes do programa Linha Campeira.
      Entramos no período de férias. Como é de costume, vamos de agora até fevereiro reprisando os melhores programas de 2010 na FurbFM – Blumenau. Aqui no site seguimos atualizando informações, entretanto os programas já estão disponíveis. O ouvinte precisa apenas acessar pela data que deseja, ou escolher pela Categoria Ouça Programas Antigos, à esquerda do site.
      Desejamos um FELIZ NATAL e um 2011 repleto de realizações, saúde e muita música campeira.
      Clique aqui e ouça o programa de férias.
      Aquele abraço!
      Linha Campeira
      O teu companheiro de churrasco

Entertido com a eguada.Fonte das fotos: djibnet

BOAS FESTAS!

37ª Califórnia é cancelada

A Comissão Organizadora da 37ª Califórnia da Canção Nativa do Rio Grande do Sul, em respeito à população de Uruguaiana, ao Executivo Municipal, a Câmara de Vereadores, aos músicos, aos compositores, aos intérpretes, aos jurados, à imprensa, aos patrocinadores, às entidades tradicionalistas e demais entidades apoiadoras, esclarece que embora tenha buscado patrocínios junto às empresas, em tempo integral, e o Senhor Prefeito Municipal Prof. José Francisco Sanchotene Felice tenha disponibilizado recursos na ordem de R$ 50.000,00, mais o espaço cultural do Parque D. Pedro II, a segurança, ambulâncias e pessoal especializado, energia elétrica e estrutura pertinente, o aporte financeiro complementar não foi suficiente para cobrir os custos de realização do evento, restando a esta Comissão decidir, na tarde de sexta-feira, pelo adiamento da 37ª Edição da Califórnia da Canção Nativa do Rio Grande do Sul para o ano de 2011, mantendo-se o regulamento e as músicas escolhidas na triagem.

Sucessivos fatos, como a desistência de investidores na cultura, a negativa de promessas políticas pré-eleitorais, a absurda taxa de licenciamento cobrada pelo ECAD e a insistente orientação do Presidente de honrar com as obrigações da Entidade que dirige, foram fatores preponderantes para a tomada de decisão.

Fica, portanto, adiada a realização da 37ª Edição da Califórnia para que possamos continuar fiéis aos seus objetivos de resgatar e divulgar os valores da música regional gaúcha. RECUAR PARA SURPREENDER.

Bel. Júlio Cézar Benites Teixeira
Presidente da Comissão Organizadora da 37ª CCNRGS

NOTA DO BLOG DO LÉO RIBEIRO

Se um evento como a Califórnia da Canção Nativa de Uruguaiana, o festival pioneiro no Rio Grande e, com certeza, o mais importante por tudo que representa, é adiado por falta de verbas, por promessas não cumpridas, por desinteresse de entidades locais em patrociná-lo, por guerra de vaidades, imaginem o que sobra para outros festivais de menor porte.

Neste tranco, esta forma de manifestação cultural gaúcha vai minguando, minguando, minguando, até que se abram as cancelas para músicas como o sertanejo universitário e coisas do gênero. Assim é difícil!

Fonte: Blog do Léo Ribeiro
http://blogdoleoribeiro.blogspot.com/

Sobre Jari Terres

Jari Terres é natural de Pelotas-RS e foi criado nas estâncias da fronteira sul onde trabalhou e formou seu caráter campeiro, de onde brotam argumentos para suas composições.

Iniciou sua carreira musical no ano de 1982, com 17 anos integrando o Grupo Musical Querência, de sua cidade natal, onde atuou por 10 anos como guitarrista, vocalista e gaita ponto. Deixou três LP´s gravados com este grupo dos quais destacaram-se vários sucessos como Mercedita, De fogões e inverneiras e El cosechero.

Em 1993 partiu para sua carreira solo gravando seu primeiro vinil intitulado “Fronteiras e missões”, abordando a temática fronteiriça e missioneira deixada pelos mestres Noel Guarany, Jaime Caetano Braun, Cenair Maicá e Pedro Ortaça, manancial este de poetas que inspiraram e incentivaram divesrsas gerações.

Após lançar seu primeiro vinil, Jari Terres firmou sua carreira nos palcos dos festivais do sul, impondo seu estilo próprio de cantar e compor notando-se a acentuada característica pampeana influenciada pela sua intimidade com os países do Prata deixando-a transparecer nos ritmos e melodias de suas composições.

A carreira de Jari Terres é marcada por vitórias em vários e importantes festivais do sul e foi também considerado melhor intérprete em tantos outros. Respeitado no meio musical por seus colegas músicos, poetas e intérpretes, recebeu muitos convites para gravar e interpretar canções em outros discos lançados por inúmeros artistas, entre eles: Alex Silveira, João Fontoura, Luis Marenco, Gujo Teixeira, Xiru Antunes e Cristiano Quevedo. Nos palcos dos festivais vários sucessos alcançaram a notoriedade de seu público e são executados até hoje nos meios de comunicação do segmento nativista. Tais como: Sonhos e mágoas, Quando o verso vem pras casa, Alma de ferro, Batendo água, Alma de estância e querência, Contraponto, No compasso do meu mundo, Décima do pelego atado, Onde andará e Nostalgia de um peão de campo.

A parceria com Luis Marenco rendeu grande repercussão no estado e fora dele. Ao todo foram mais de 50 obras gravadas ao lado de Luis Marenco com uma técnica de dueto que inspirou tantos outros artistas a resgatarem este estilo de cantar tão tradicional de nosso estado que já estava um pouco esquecido.
Fonte: Novo site do cantor. www.jariterres.com.br

Armazenagem terá mais prazo

A duas semanas da entrada em vigor da primeira das quatro etapas do Sistema Nacional de Unidades Armazenadoras, o Ministério da Agricultura (Mapa) anunciou novos prazos para adaptação à IN 41. A partir de agora, 15% da capacidade instalada dos armazéns terá que estar em conformidade a cada ano. Na sexta e última etapa, o restante das adaptações terá que ser feito em quatro anos ou a unidade terá que ser usada apenas para grãos para consumo próprio. "Toda a mudança é complicada e requer desembolso imediato de recursos", justificou a coordenadora-geral de Infraestrutura, Logística e Produção do Mapa. Maria Auxiliadora de Souza. Para o analista de mercado da OCB, Paulo César Dias, o reescalonamento é perfeito, pois reduz o investimento a cada ano. Ele aprovou a mudança em relação à última etapa, que garante as certificações anteriores.
Fonte: CP

Renato Borghetti participa de concerto natalino no Parcão

Espetáculo gratuito ocorre no domingo às 20h, em Porto Alegre

O Parque Moinhos de Vento, o Parcão, será palco neste domingo, às 20h, da tradicional apresentação natalina que integra a série Concertos Comunitários Zaffari. O evento, ao ar livre e com entrada franca, vai contar com a participação de Renato Borghetti.

O tradicionalista interpretará os clássicos Mercedita, Milonga para as Missões, Redomona, Barra do Ribeiro e Fronteira, acompanhado do Coral e Orquestra Filarmônica da PUCRS. Os músicos e cantores, que somam 150 pessoas, estarão sob a regência do maestro convidado, o argentino Mario Perusso. A soprano Adriana de Almeida (RS), a mezzosoprano Alejandra Malvino (Buenos Aires), o tenor Carlos Duarte (Buenos Aires) e o talento gaúcho Panta, emprestam suas vozes ao evento, que ainda conta com a participação do Ballet Concerto.

No programa, serão executadas obras de alguns dos maiores compositores eruditos de todos os tempos, como Giuseppe Verdi, Carl Orff e Camille Saint-Saëns, além de músicas de grupos de sucesso como ABBA, e claro, as clássicas canções natalinas.

Fonte: CP

PORTEIRA VELHA

Atravessada no caminho desde sempre, a porteira separa dois mundos.
Lá fora a vida, a liberdade. Cá dentro a solidão, o desespero, o nada fazer.
Rangendo nos gonzos necessitados do óleo de licurí, todas as vezes que alguém passa é um lamento, um tanto de espera, novo lamento e… pá!, a batida característica no mourão. Grosso, seco, irremovível. Superior ao tempo, ao fogo, ao cupim.

A porteira feita de madeira de lei resistiu às investidas do sol, às intempéries, ao orvalho das noites, aos dias de tempestade.
A gameleira sua companheira de tantos anos, fora atingida por um raio. Morreu em pé (como devem morrer os heróis) em noite pesada de frio cortante. As nuvens pejadas, como peitos de vacas leiteiras, ameaçaram por muito tempo desabar sobre os viventes. A chuva que começou fininha, tangendo as galinhas para perto do fogão, de repente transformou-se num temporal. Raios, coriscos, trovões riscaram o céu de chumbo.

Os trovões ribombando escapavam por línguas de fogo das entranhas das nuvens negras quase ao rés do chão.
Um desses raios dividiu a gameleira em duas fatias iguais que foram consumidas lentamente por línguas de fogo alaranjado, como se Joana d’Arc. estivesse outra vez acorrentada ali, naquele tronco fendido.

A velha porteira silente assistiu ao funeral da antiga companheira.
Lágrimas? Não, desnecessárias. O céu chorava pelas duas.
A gameleira agora morta.
A porteira inabalável como seu mourão.
Voltar…
A barreira do tempo é vencida pela vivência cíclica.

Ontem, quando transposta pela primeira vez, os sonhos eram a gameleira, lançando para o alto os ideais, as aspirações.
Ficaram para trás o conformismo da existência pré-moldada.
Havia a autodeterminação, a quebra dos dogmas.

Erros…
Acertos…
Meias palavras…
Meios gestos…
O tic-tac dos anos marcando a cadência da existência morna, sem grandes triunfos, nem grandes derrotas… apenas o trilhar cinzento em dias sem sol.
O esmaecer da existência exige retroceder, reavaliar, recomeçar.

Todo recomeço tem um ponto de partida.
A porteira.
A velha porteira que separa dois mundos.
Lá fora a vida, cá dentro o nada ser.
Nova gameleira para elevar os sonhos e testemunhar o som lânguido do vai e vem da porteira…

Da velha porteira.

Alberto Vasconcelos
Fonte: Recanto das Letras
recantodasletras.uol.com.br

Chip do boi terá segunda geração

A Ceitec anunciou ontem que uma segunda versão do chip do boi está em fase final de desenvolvimento. "A versão dois traz aprimoramentos, e o chip é ainda menor que o primeiro", destacou o presidente da Ceitec, Cylon da Silva, em encontro com o ministro da Ciência e Tecnologia, Sergio Rezende, ontem, em Brasília. O mecanismo, desenvolvido no Centro de Design, em Porto Alegre, deve ser utilizado na rastreabilidade eletrônica do rebanho bovino. Ontem, Silva ainda apresentou resultados de testes feitos com o chip durante 12 meses que comprovam sua eficácia. Foram detectados apenas problemas com a queda de brincos.
Fonte: CP

Encerramento do ano – Goela Seca

Buenas gauchada!
No final de semana passado tivemos o encontro de encerramento do ano para os Goela Seca. É importante que se diga que vem destes encontro a origem do Linha Campeira. Uma turma de amigos que gosta da mais pura música da tradição gaúcha. Depois de dois anos finalizando o ano em Meia Praia, na casa do Jerônimo pai e do Jerônimo gaiteiro, fizemos em Florianópolis, com a presença de ilustres amigos, entre eles, Mauro Nunes e Luiz de Bragas, que aparecem na foto abaixo.
Obrigado pela presença de todos. Obrigado pelos que acompanham o Linha Campeira, que teve mais um ano espetacular… agora em novo horário, das 11h às 13h, contando com 2h de duração.
Parabéns Goela Seca! Parabéns Linha Campeira!
Obs: Repara a oveia e os espetos.

Prorrogada TEC de lácteos

O Grupo Mercado Comum (GMC), órgão executivo do Mercosul, prorrogou para dezembro de 2012 a Tarifa Externa Comum (TEC) de 28% sobre a importação de 11 produtos lácteos de países de fora do bloco que valeria até dezembro de 2011. A lista inclui leite em pó, soro de leite e queijos. A decisão foi tomada após o Uruguai pedir mais tempo para analisar o impacto da adoção da TEC permanente defendida pelo Brasil. O Paraguai acompanhou os uruguaios. Com a decisão, José Maria dos Santos Junior, da Assessoria Internacional e de Promoção Comercial do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), acredita que haverá tempo suficiente para avaliação de impactos sociais e econômicos.

Ao criticar a continuidade de medidas em caráter temporário, o presidente do Sindilat, Carlos Feijó, estranhou a cautela dos uruguaios em relação a uma posição definitiva sobre a TEC. O temor é que, por trás disto, esteja a intenção de se beneficiar de taxação mais baixa para fazer triangulação de países. "O que diferencia o Uruguai de nós (Brasil)? Todos queremos proteção ao mercado", questiona. A coordenadora de Negociações Comerciais da Assessoria Internacional do MDA, Letícia Mendonça, diz que a tarifa está bem abaixo da média internacional.

IMPORTAÇÃO – BRASIL

De todas as origens:
Jan. a set./2010
US$ FOB 210.675.358
Jan. a dez./2009
US$ FOB 261.888.311
Do Mercosul:
Janeiro a setembro de 2010 US$ FOB 177.852.335
Janeiro a dezembro de 2009 US$ FOB 234.662.686

Fonte: MDA

Robô desossador de carnes é meu novo maior medo

Com capacidade de desossar pernis com o dobro da velocidade de um humano (que é 500 pernis por hora!), o robô HAMDAS-R, da Mayekawa, é uma boa visão do que acontecerá conosco quando os robôs dominarem o mundo.

Em tese, esse robô é inteligente o bastante para distinguir a carne do osso, habilidade que será muito útil quando eles estiverem dissecando meu corpo. *medo* [DigInfo via Botjunkie]

16:45 – 06 de Dezembro de 2010

Por Kat Hannaford

http://www.gizmodo.com.br/conteudo/robo-desossador-de-carnes-e-meu-novo-maior-medo
Fonte: Gizmodo Brasil

Linha Campeira do dia 05/10/2010

Programa da Semana

Mas que tal gauchada!!!
     Segue o link para o programa dedicado ao Michuim, festa promovida pela Cooperativa de Campos Novos.
     Clique aqui e ouça o programa.
     Linha Campeira
O teu companheiro de churrasco

OFERTA DE 170 FÊMEAS ANGUS – ESTÂNCIA SAUDADE (URUGUAIANA, RS) – www.assessoriaagropecuaria.com.br

05/12/2010

OFERTA de 170 fêmeas angus – estância saudade(uruguaiana, rs)

A ESTÂNCIA SAUDADE (Uruguaiana, RS) oferta para venda 170 fêmeas ANGUS registradas, sendo:

# 21 vacas CA pretas com cria
# 24 vacas CA vermelhas com cria

# 33 vacas AD pretas com cria
# 27 vacas AD vermelhas com cria

As vacas já estão inseminadas e em repasse, assim formam-se lotes “3 em 1”, ou seja, vacas com cria ao pé servidas.

Vacas Gerações 2002, 2006, 2007 e 2008.

Os terneiros são filhos de:

– Touros de inseminação – Cacique, Brigadier, Extra Beef.

– Touros de repasse – São Bibiano Sabre e GAP 2921.

# 19 novilhas Ger. 2008 CA
# 16 novilhas Ger. 2008 AD
# 20 terneiras Ger. 2009 CA vermelhas
# 16 terneiras Ger. 2009 CA pretas

· Algumas fotos estão disponíveis em www.assessoriaagropecuaria.com.br

Galeria de Imagens – Estância Saudade (Uruguaiana, RS)

Todo o gado com origem da CABANHA SÃO BIBIANO de Antonio M. Bastos Filho.

– O detalhamento referente genética/pedigrees, idades e pais dos produtos podem ser obtidos diretamente com nossa Assessoria.

– Estas informações já estão todas tabuladas em planilhas e podem ser enviadas aos interessados.

Interessados tratar c/ Fernando Velloso – ffvelloso / 051.9835 8100

www.assessoriaagropecuaria.com.br

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