Pirisca fala sobre o 16º Acampamento da Arte Gaúcha em Tapes

FONTE: www.regionaldenoticias.com.br

“Na oportunidade em que fez a abertura do 16º Acampamento da Arte Gaúcha em Tapes,
o cantor uruguaianense Pirisca Gercco concedeu entrevista ao Regional de Notícias.
Com um estilo próprio e refinado de cantar a tradição gaúcha com letras compostas por um vocabulário refinado, misturando o moderno com o clássico gaúcho, Pirisca Grecco é um dos artistas gaúchos mais premiados em festivais do estado. Suas composições tanto campeiras ou com temáticas urbanas casam perfeitamente com a sua banda La Comparsa Elétrica que já o acompanha há mais de três anos em perfeita harmonia musical.

Confira:

RN: De onde veio o seu gosto pela música?
Pirisca: É de família. Meu avô tocava, minha mãe canta e todos os meus irmãos estudaram violão… enfim a gente engatinhou entremeio aos LPs da Califórnia da Canção e eu acho que isso que me fez ter o gosto pela música.
RN: Como você avalia a importância do Acampamento da Arte Gaúcha como festival?
Pirisca: Todo palco é importante e cumpre a sua finalidade de revelar novos talentos e proporcionar ao público um pouco mais de cultura gaúcha. Vivemos muito bombardeados pela grande mídia onde o compromisso cultural está de lado e tudo virou um grande mercado, portanto considero que esses festivais são as nossas células de sobrevivência onde é cantado o Rio Grande, por isso de fundamental importância. Eu vivo disso, tenho filhos pequenos e torço pra que eles cresçam nesses ambientes dos “acampamentos da música gaúcha”, pois acho que esse é o caminho.
RN: Tu passas essa vivência dos palcos e da cultura gaúcha para a educação dos teus filhos e a usa como incentivo para uma futura carreira?
Pirisca: Como educação sim. Como carreira ainda não, pois considero que é muito cedo ainda pra pensar nisso. Na minha casa mesmo, ninguém queria que eu fosse músico, mas não deu pra fugir disso. Portanto ainda não falo de carreira, mas penso que educar os filhos neste caminho da nossa cultura, desse amor ao Rio Grande, sem dúvida é prioridade.
RN: Da tua experiência pelos palcos do exterior como tu vês a valorização da música gaúcha lá fora?
Pirisca: A nossa música é muito valorizada no exterior. Acho que até mais de que em muitos lugares dentro do próprio estado. Todo trabalho que canta a sua terra, trabalho nativo, seja ele do Rio Grande do Sul ou do Nordeste é bem aceito lá fora. O mundo está muito aberto aos cantores e compositores que cantam a sua verdade e o seu chão. Graças a Deus eu já circulei muito por este mundo e já estive fora do país em função da música gaúcha e pude perceber por onde estive que a receptividade é a melhor possível. Todo mundo adora nossa pilcha, nossa gaita e principalmente nossa forma de comportamento. A gente fala que é gaúcho em qualquer lugar do mundo e as pessoas nos apertam a mão, abraçam e sabem que estão tratando com gente séria. É isso que temos que transmitir aos nossos filhos.
RN: De onde vem esse seu estilo criativo de compor e cantar letras carregadas de significados sem perder o nativismo clássico gaúcho?
Pirisca: Eu sempre gostei da música com uma letra boa. Gosto muito da poesia e de literatura e acho que o primeiro passo para uma grande música é ter uma letra que não fale bobagem e transmita alguma mensagem para que as pessoas a identifiquem não pelo “lá lá lá lá lá” mas pelo o que ela fala como que “a lua é um buraco de bala no pala da noite”. A poesia é infinita e o bonito da música é essa mensagem poética que ela transmite. É isso que compõe o artista, não só o seu som ou seu comportamento, mas o que ele quer deixar de mensagem. Quando a gente seleciona músicas tanto para disco quanto pra shows a primeira coisa que cuidamos é uma letra que fale coisas boas e Graças a Deus nós estamos servidos de bons poetas pelo Rio Grande.
RN: Hoje qual o recado que você deixa pra esses artistas amadores que sobem ao palco do Acampamento?
Pirisca: A minha dica é que tenham convicção daquilo que estão fazendo. O palco merece todo respeito e carinho do artista. A gente tem que estar sempre com a nossa melhor pilcha, no melhor de nossa forma psicológica, pois o público que vem assistir quer ver esse melhor da gente. Não só no comportamento, mas que estejam convencidos daquilo que estão cantando. Quanto mais convicções tiverem os nossos artistas, mais longe vai a nossa música. Quanto mais espontânea for essa forma de cantar, o próprio estado cresce culturalmente e vai se abrindo esse leque da música gaúcha. O RS está cheio de bons compositores, cantores, músicos e instrumentistas, graças a Deus e a esses festivais. Que Deus conserve esse Acampamento e todo o palco do estado que se propõe a cantar o amor ao Rio Grande do Sul. A gente está sempre empenhado a contribuir com essa causa, independente da distância ou do cachê, queremos estar peleando junto, pois temos que lutar pela nossa música e temos o maior orgulho de fazer parte disso, de ter nascido nesse movimento e de testemunhar tanta gente nascendo nesse meio para dar continuidade a esses ideais.”

Muchas Gracias a toda comunidade de Tapes e a Comissão Organizadora do Acampamento.
Valeu Duca, Texo, Paulinho e Rafa. Valeu Ronaldo e Equipe da Officina da Musica. Nota 10!

#Tamojunto

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Fonte: Pirisca.com

CD de Pirisca Grecco y la Comparsa Eletrica – Clube da Esquila

O novo CD de Pirisca Grecco y la Comparsa Eletrica.
Mais um lançamento USA Discos.

Fumicultores protestam em SC

Com tratores e carretas em frente aos portões das indústrias Alliance One, Phillip Morris e Universal Leaf Tabacos, produtores de fumo protestam há dois dias em Santa Catarina impedindo a movimentação de caminhões. Eles chegaram a interditar por uma hora a BR 101, em Araranguá, na terça-feira, quando queimaram mil quilos de tabaco na rodovia. Os fumicultores planejam fechar outras empresas até que as fumageiras aceitem classificar melhor o produto e pagar o preço da tabela. No RS, o presidente da Afubra, Benício Werner, reuniu-se ontem com líderes de fumageiras para solicitar a compra total da safra, que inclui a colheita em áreas fora do sistema integrado.
Fonte CP

Prêmio Açorianos de Música divulga indicados para a 20ª edição

Evento homenageia as melhores produções do Rio Grande do Sul, em abril

Na sua 20ª edição, o Prêmio Açorianos de Música, premiará os melhores de 2010 nas categorias Disco, DVD do Ano, Espetáculo do Ano, Melhor Disco Infantil, Revelação, Arranjador, Produtor Musical, Produtor Executivo, Projeto Gráfico, Menção Especial e Homenageado do Ano. A cerimônia de entrega está marcada para 26 de abril no Teatro do Bourbon Country, em Porto Alegre.Confira abaixo os indicados. O Prêmio Açorianos de Música existe desde 1990, sempre prestigiando as melhores produções do Rio Grande do Sul.

REGIONAL

Compositor
Érlon Péricles por "Brinco de Princesa" de Shana Muller
Francisco Luiz por "As Milongas do Chico Y Otras Cositas Más…!"
Gujo Teixeira por "Gauchada"

Martin César por "Da Mesma Raiz" de Marco Aurélio Vasconcellos
Robison Boeira por "Alma Chamamecera"

Intérprete
Ernesto Fagundes por "Origens"
Juliana Spanevello por "Pampa e Flor"

Marco Aurélio Vasconcellos por "Da Mesma Raiz"
Pedro Ortaça por "De Igual pra Igual"
Shana Muller por "Brinco de Princesa"

Instrumentista
Carlitos Magallanes por "Da Mesma Raiz" de Marco Aurélio Vasconcellos

Edilberto Bérgamo por "Cantiga Para O Meu Chão" de César oliveira e Rogério Melo
Gabriel Ortaça por "Herança Missioneira"
Paulinho Fagundes por "Origens" de Ernesto Fagundes
Robison Boeira por "Alma Chamamecera"

Disco
"Brinco de Princesa" de Shana Muller
"Da Mesma Raiz" de Marco Aurélio Vasconcellos
"Gauchada" de Gujo Teixeira
"Pampa e Flor" de Juliana Spanevello
"Pé na Estribo" de Cristiano Quevedo
Fonte: CP

Jesús María 2011

Fonte: Gineteadas Gauchas

Jesús María 2011

Fonte: Gineteadas Gauchas

Portaria trava socorro a arrozeiros

O socorro do governo federal aos arrozeiros deve atrasar. Prometida para até o final da semana passada, a portaria interministerial que legitima a realização de AGF e PEP da safra 2009/10 ainda não foi publicada. A expectativa é que o texto saia até amanhã, informa o secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Edilson Guimarães. O presidente da Federarroz, Renato Rocha, acredita que, neste primeiro momento, haja acesso ao AGF para 100 mil toneladas. Já o PEP seria liberado na segunda quinzena do mês.

A demora alertou orizicultores, que sem a chancela da portaria, continuam operando a valores menores do que o preço mínimo. Para que o arrozeiro não se precipite, a Federarroz publicou ontem alerta para que a classe não venda o cereal abaixo dos valores mínimos (de R$ 24,13 a R$ 28,30). O pedido foi feito no dia em que um movimento independente de arrozeiros insatisfeitos com o mercado se reuniu. O grupo articula mobilização na abertura da Colheita do Arroz, de 24 a 26 de fevereiro, em Camaquã. Eles não pretendem bloquear rodovias, mas prometem fazer barulho. Segundo o produtor Marcelo Rocha, de Taquari, as medidas anunciadas pelo governo federal servem apenas para "apagar o incêndio". Entre os argumentos, está o fato de que o preço mínimo não cobre o custo, de R$ 28,50 a R$ 31,00. A reunião resultou em uma comissão formada por 16 produtores que irão preparar, junto com Farsul, Federarroz e Fetag, pauta de reivindicações. "Queremos saber quem está ficando com o lucro que deveria vir para os arrozeiros."
Fonte: CP

César Oliveira e Os Chimangos em turnê pela Europa

César Oliveira e Os Chimangos em turnê pela Europa

De 07 de fevereiro a 01 de março, César Oliveira estará em turnê pela Europa juntamente com o Grupo de Arte Nativa Os Chimangos, de Caçapava do Sul. Esta é a sétima vez que o grupo se apresenta em festivais de folclore no velho continente, sempre mostrando as danças típicas do Rio Grande do Sul e da América Latina. Desta vez o roteiro inclui espetáculos na Hungria, Romênia, Eslováquia, Suíça e França.

Compõem a comitiva 22 dançarinos, os diretores do grupo e os músicos César Oliveira (charango, bombo-leguero, voz), Edilberto Bérgamo (gaita ponto), André Teixeira (violão e voz) e Ivan Letelier (zamponã, quena e voz), que serão responsáveis pela execução ao vivo do repertório, composto por 27 danças folclóricas latino-americanas, são elas: Dança das Avestruzes, Anú, Tatu Novo, Tirana do Lenço, Chimarrita, Tatu Velho, Ratoeira, Chula, Galopera, Malambo Sureño, Zamba de Mi Esperanza, Huella, Firmeza, Malambo Norteño, Taquirari, Bailecito, Carnavalito, Chamamé, Favo de Mel, Balaio, Pezinho, Xote de Carreirinha, Dança dos Facões e Pericón, além de Zamba de las Tolderias, Chacarera del Rancho e Recuerdo, músicas do repertório de César Oliveira e Rogério Melo que foram coreografadas especialmente para a turnê.

A parceria entre César Oliveira e Os Chimangos já vem de muitos anos e faz parte da formação musical do cantor, que integrou o grupo por cinco anos, tendo, inclusive, participado da 3ª turnê européia, feita em 1995. Esta parceria consolidou-se ainda mais através da participação dos Chimangos nos três DVDs gravados pelo dueto. Neste sentido, esta turnê também visualiza projetos futuros entre César Oliveira e Rogério Melo e Os Chimangos.

Para César, outro grande objetivo da viagem é “buscar bagagem de informações relacionadas à musica regional e ao folclore dos países que serão visitados, pois certamente todas as experiências e conhecimentos adquiridos terão muito valor na preparação de futuros trabalhos e composições”.

Cordialmente,
Mariana Pires
Asse.Imprensa & Produção Executiva
Fone: 51. 9822.9151
www.cesarerogerio.com.br
www.twitter.com/cesar_rogerio

Mestre do Improviso, Jayme Caetano Braun

O mestre do improviso faleceu em 8 de julho de 1999, em Porto Alegre. Passados mais de dez anos de sua morte, quando tinha 75 anos, o inimitável pajador de Bossoroca continua sendo reverenciado como um dos maiores artistas do nosso tempo no Rio Grande do Sul e um homem que estava sempre disposto a defender a cultura e os valores do gaúcho no palco ou longe dele. Era poeta comparável aos de fama nacional, mas seus versos ficaram atrelados aos horizontes do gauchismo. Mesmo assim, a pajada somente foi reconhecida pelo Movimento Tradicionalista Gaúcha (MTG) dois anos após sua morte. A pajada, resgatada por Jayme Caetano Braun, tem raiz cultural na herança lusa da lírica medieval da baixa idade média, dos trovadores galaico-portugueses, dos cantores açorianos e também dos trovadores espanhóis. E nada aconteceu por acaso. Quando em junho de 1958, protagonizou com "Santos" sua primeira pajada, no 2º Rodeio de Poetas da EPC, em Caxias do Sul, estava preparado. Havia presidido no ano anterior, assessorado de Dimas Costa, João Pio de Almeida e Vasco Leria, a comissão de estudos das correntes da poesia gauchesca do 1º Rodeio de Poetas. Essa comissão tratou, entre outros temas, de pajadorismo, epigrama, vultos exponenciais em cada época e corrente, e década farroupilha. Por isso conhecia o caminho que trilhou com talento e sabedoria. Conquistou galpões e palácios, analfabetos e literatos, velhos e jovens, o seu tempo e o futuro. É responsável pelo surgimento de novos pajadores e do chamado Movimento Pajadoril Gaúcho. Tornou-se inspiração para novos pajadores que alargam os horizontes do verso rio-grandense. A nova geração de repentistas em décima do Rio Grande do Sul torna realidade a integração das três pátrias pampianas que tanto Braun sonhou. Atualmente, há discos produzidos com pajadores do Brasil, Uruguai e Argentina, e participações internacionais nesses países, no Chile, na Venezuela, Espanha e Portugal. Seus seguidores levam seu nome a estes e outros países e, hoje, Jayme Caetano Braun é comparável aos principais improvisadores e decimistas do mundo como Índio Nairobi, de Cuba, Carlos Molina, do Uruguai, e Miguel Candiota, da Espanha.
O QUE ELE DISSE
"Por longe que um homem vá, nunca fugirá de si.
A lembrança de um ausente
tem mais força que a presença!
Coração é um órgão nobre,…

que bate do mesmo jeito no
rico como no pobre.
Sem ter direito de comer nem
o que planto, só não entendo é
tanta terra e pouco dono.
Não há mentira,
tampouco meia verdade.
A vida é um crédito aberto
que é preciso utilizar… porque
na conta da vida não adianta
saldo médio.
Lei que a vida promulga essa
gente não revoga.
Não tenho a terra própria
porque a história que eu escrevi
me deserdou no testamento.
Eu preferia morrer se me
chegasse a faltar a vontade de
cantar e o direito de querer.
Era meu tudo que havia na
terra que já foi séria, onde
exploram a miséria e comem a
geografia.
O que trazia alma pura em
todas as dimensões, o Autor

de mil sermões de montanha
e descampado, acabou
crucificado no meio de dois
ladrões.
A gente da minha gente, a cepa,
o tronco, a raiz, posta perante
o País na condição de indigente.

É PRECISO SABER:
Jayme Caetano Braun foi e segue sendo insuperável no improviso rimado, em especial nas pajadas de décima. Dotado de uma memória surpreendente, era capaz de guardar dados assombrantes, como fez em uma das edições do Musicanto de Santa Rosa. Ele leu em 10 minutos, um livreto de aproximadamente 30 páginas, revisou algumas e apresentou cinco noites do festival, improvisando sobre aqueles dados. Jayme era incrível e continuará sendo, para orgulho de seus conterrâneos missioneiros do Rio Grande do Sul.

(Luiz Carlos Borges, músico, cantor e compositor)

Há um poema do Jayme que diz: De volta ao mundo potreiro do meu calvário de penas, onde até as almas serenas precisam não esquecer que mais que muito aprender vale aprender "cosas buenas". Cada vez que contato com seus versos e canções me bate à porta esse ensinamento: a vida há de valer eternamente muito mais pela qualidade do que pela quantidade. Cada verso seu evoca uma esperança, aponta um caminho, deseja um tempo em que todo homem compreenda que um destino não é melhor que outro – que somos todos muito estranhos e sobretudo muito iguais a nós mesmos. E que para cada Martin Fierro há de haver sempre um Sargento Cruz, ombro a ombro pela escuridão e pelas claridades do mundo.

(Vinícius Brum, cantor, compositor e coordenador de tradição e folclore da SMC)
Do Blog de Jorge Bitencurt

Linha a ovinos depende de ajuste

Animais financiados serão garantia para obtenção de crédito<br /><b>Crédito: </b> antonio paz / cp memória
Animais financiados serão garantia para obtenção de crédito
Crédito: antonio paz / cp memória

Anunciadas na última sexta-feira, na Feovelha, em Pinheiro Machado, as linhas de crédito do Programa Estadual de Fortalecimento da Ovinocultura que somam R$ 102 milhões para capital de giro e aquisição de matrizes devem estar disponíveis para o produtor a partir da próxima semana. Segundo o superintendente de Crédito do Banrisul, Luis Fernando Nunes, o começo das operações de retenção de matrizes depende da assinatura de um convênio entre o governo estadual e o banco, prevendo a equalização dos juros por meio do Fundovinos, criado em 1998 e que será reativado. Assim, a taxa anual cairá de 10,75% para entre 2% e 5,75%.

Segundo o secretário da Agricultura, Luiz Fernando Mainardi, tudo está sendo feito para que a verba chegue o mais rápido possível ao criador. Como não há dinheiro no fundo, paralelamente, a Secretaria da Agricultura (Seapa) formula um projeto para que a Assembleia Legislativa autorize o remanejamento de R$ 2,5 milhões para o subsidio da taxa, verba que será necessária só dentro de um ano quando vence a primeira parcela do empréstimo. No caso da linha para aquisição, que já existe, ocorrem ajustes no sistema do banco para trocar o prazo de pagamento, alongado de dois para cinco anos.

Pelas regras, os animais financiados serão a garantia do negócio. O banco financiará até 80% dos ventres com mais de 6 meses e 100% das fêmeas com menos de 6 meses. Como contrapartida o produtor se compromete a aumentar em 20% o encarneiramento de matrizes a partir do segundo ano e vender somente em abatedouros e frigoríficos com inspeção oficial, exceção aos animais destinados a consumo próprio. Pelas contas do governo, o efeito direto do programa seria um incremento de 80 mil matrizes e 30 mil cordeiros, a partir de 2013. Hoje, o rebanho é de 13 milhões de cabeças. O presidente da Associação Brasileira de Criadores de Ovinos (Arco), Paulo Schwab, acredita que as linhas irão estimular o aumento do rebanho neste momento em que ocorrem as vendas de verão.

Para retenção de matrizes, o prazo para pagar o financiamento será de três anos com um de carência e pagamentos anuais. Os juros são de 5,75% ao ano para produtores empresariais e de 2% ao ano aos do Pronaf. O valor considerado por matriz é de R$ 130,00 e o limite individual é de R$ 130 mil.

Para aquisição de matrizes e reprodutores, o prazo para pagamento é de cinco anos com até dois de carência para pagamentos anuais. As taxas de juros variam entre 1%, 2% e 4% aos enquadrados no Pronaf de acordo com o valor tomado. Aos produtores enquadrados no Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor, o juro é de 6,25%, e aos demais, de 6,75% /ano. O limite individual é de R$ 200 mil, mas aos ovinocultores ligados ao Pronaf, de R$ 50 mil.

O que fazer

– O produtor deverá solicitar a declaração de estoque de ventres ovinos existentes na Inspetoria Veterinária e Zootécnica de seu município.

– Ao solicitar o financiamento de retenção de matrizes, o produtor deverá apresentar esta declaração obtida junto a IVZ ao banco, que a tomará por base para quantificar o número de ventres.

– Os projetos técnicos e laudos de supervisão serão realizados pela Emater gratuitamente para os pecuaristas familiares.

Fonte: CP