Nova linha de crédito atende recuperação de pasto degradado no Mato Grosso

Pecuaristas de Mato Grosso estão animados com a aprovação de uma nova linha de crédito disponibilizada pelo Fundo Constitucional do Centro-Oeste (FCO). O recurso atenderá produtores que querem recuperar áreas de pasto degradado.

Desde 2005 a área ocupada com pasto em Mato Grosso se manteve praticamente estável. Houve um incremento de apenas cem mil hectares, sendo que nos últimos três anos não foram registrados avanços. Desde então as pastagens ocupam cerca de 25,8 milhões hectares, pelo menos 34% estão degradados.

O pecuarista Luiz Carlos Meister é dono de uma fazenda em Acorizal, na baixada cuiabana. Ele planeja fazer a recuperação total de 150 hectares degradados e reforçar a adubação de outros 300. O gasto total será de R$ 270 mil, dinheiro que deve ser financiado.

O produtor pode ser beneficiado pela nova linha de crédito do FCO. O recurso, contemplado pelo programa Agricultura de Baixo Carbono, poderá ser financiado em até 12 anos, quatro a mais do que o prazo máximo permitido anteriormente. A carência é de três anos e os juros variam de 4,2% a 7,2% ao ano para os pecuaristas adimplentes.

Para quem tem pendências, as taxas anuais vão de 6,75% a 8,75%. A medida atende a uma reivindicação do setor, que considerava o prazo de oito anos insuficiente para quitar o financiamento. A expectativa é de que o novo prazo ajude a melhorar o atual cenário das pastagens existentes no Estado.

Segundo a Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat), para recuperar cerca de nove milhões de hectares degradados serão necessários pelo menos R$ 11,7 bilhões, considerando um custo médio de aproximadamente R$ 1,3 mil por hectare recuperado.

Nos oito primeiros meses deste ano, agricultores e pecuaristas de Mato Grosso contrataram R$ 459 milhões de um total de R$ 650 milhões disponíveis através do FCO-Rural, 51% a mais que no mesmo período de 2010. A previsão é de que com o maior prazo para os investimentos em pastagem, a procura por recursos aumente significativamente.

Para a Acrimat, a maior possibilidade de novos investimentos na recuperação de áreas degradadas deve promover avanços na produção de carne em Mato Grosso. Segundo o superintendente da associação, Luciano Vacari, a linha de novos pastos deve fazer com que o potencial produtivo do Estado seja ampliado. A capacidade de lotação já é uma das maiores do país.

O aumento da produtividade da fazenda é o maior objetivo Meister. Quando a reforma do pasto for concluída, o pecuarista espera ampliar o rebanho dos atuais dois mil para 2,5 mil animais.

Apesar de aprovado na reunião do Conselho Deliberativo do Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste, a regulamentação da linha de crédito deve acontecer nos próximos dez dias.

CANAL RURAL

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