Do Tempo – Jayme Caetano Braun

O tempo vai repontando o meu destino pagão
Vou tenteando o chimarrão, da madrugada clareando
Enquanto escuto estralando, o velho braseiro vivo
Nesse ritual primitivo, sempre esperando, esperando…

É a sina do tapejara. Nós somos herdeiros dela.
Bombear a barra amarela do dia quando se a clara.
Sentir que a mente dispara, nos rumos que o tempo traça.
Eu me tapo de fumaça e olho o tempo veterano

Entra ano e sai ano, ele fica a gente passa.
Quem viu o tempo passar? Há muita gente que pensa
Mas é grande a diferença, ele não sai do lugar.
A gente é que vive a andar como quem cumpre um ritual

É o destino do mortal. É o caminho dos mortais
Andar e andar, nada mais. Contra o tempo, sempre igual
Tempo é alguém que permanece, misterioso, impenetrável
Num outro plano imutável, que o destino desconhece

Por isso a gente envelhece, sem ver que envelheceu
Quando sente aconteceu, e depois de acontecido
fala de um tempo perdido que a rigor nunca foi seu.
Pensamento complicado, pra o índio que chimarreia

Bombeando na volta e meia do presente no passado
Depois, sigo ensimesmado mateando sempre na espera
O fim da estrada é a tapera. O não se sabe do eterno,
Mas a esperança do Inverno é a volta da prima-vera.

Jayme Caetano Braun

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Cuando Se Muere Un Cristiano

Nossa homenagem a Mercedes Sosa.

Cuando Se Muere Un Cristiano

Mercedes Sosa

Cuando se muere un cristiano
La muerte sin avisar
Viene en un caballo negro
Le toca el hombro y se va.

Cuando se muere un poeta
Solloza el cañaveral,
Quedan sin luz los lapachos
Y sin agua el manantial.

Cuando se muere un amigo
Uno le quiere cantar
Y sale a buscar palabras
Que jamas encontrara.

Las palabras que yo busco
No creo que vuelvan mas
Se me han ido a bellavista
Y alla se han puesto a llorar.

Que pena tiene mi olvido
Que ya no puede olvidar
Y una copla estremecida
Por los surcos se me van
Con el recuerdo de lucho
Al cielo de tucuman.

Estâncias da Fronteira

Estâncias da Fronteira
(Anomar Danúbio Vieira e Marcello Caminha)
A E7 A Em A7 D A E7 A
Guardiãs de pátria, memorial dos ancestrais
B7 E7
Onde trevais nascem junto ao pasto verde

Sangas correndo, açudes e mananciais
A
Pra o ano inteiro o gadario matar a sede

Grotas canhadas e o poncho do macegal
B7 E7
Para o rebanho se abrigar nas invernias

Varzedo grande pra o retoço da potrada
A
Mostrar o viço e o valor das sesmarias

Em A7
(Sombras fechadas de imponentes paraísos
D
Onde resojam pingos de lombo lavado
A
Que após a lida até parecem esculturas
E7 A
Moldando a frente do galpão, templo sagrado

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Flor de Campeira

Flor de Campeira
Antônio Augusto Ferreira e Mauro Ferreira

Gm D7 Gm D7 Gm D7 Cm Bb D7 Gm

D7 Gm D7 Gm
Uma milonga pachola pra se cantar a vida inteira
D7 Cm D7 Gm
Tem que ser for de campeira com um laço a bate cola
Cm7 F7 Bb
Tem que falar de cavalos de tombos e gauchadas
Eb7 Am Ab Gm
Rodeios nas madrugadas contraponteando com os galos

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Lisandro Amaral ” Do Meu Coração” César Cattani

Imagens: Vídeo Crioulos de América

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De Saltar Calando

De Saltar Calando

Marcelo Oliveira

Composição: Letra: Fernando Soares Música: Juliano Gomes

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Comparsão de Janeiro – Por Anderson Rosa

Mais uma participação de um amigo ouvinte.

Obrigado Anderson Rosa…

Comparsão de janeiro

Marcelo Oliveira

Composição: L:Evair Gomez/ Melodia: Juliano Gomes

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Marcelo Oliveira – No Passo do Tempo

Noite benzida de campo, com olhos de estrelas
Sonho que ronda teu corpo na pele morena
Brisa que molha a mirada, no sopro do vento
Alma que chora em silêncio, no passo do tempo
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Romance de um peão posteiro

Romance de um peão posteiro

(Adair de Freitas)

Quando volto as casa num final de tarde,
Venho assoviando uma coplita mansa;
Meio “basteriado” pela dura lida
Mas meu coração canta de esperança.

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